DA REDAÇÃO: Mercado opera com volatilidade e demanda é fator de suporte

Publicado em 21/11/2012 12:46 e atualizado em 21/11/2012 16:42 345 exibições
Grãos: demanda permanece aquecida e sustenta as cotações no mercado em Chicago em níveis historicamente favoráveis. Tendência é que os preços continuem favoráveis nesse final de ano e em 2013. Cotações não devem cair abaixo do patamar de US$ 13 por bushel no curto e médio prazo.
A volatilidade permanece no mercado de Commodities Agrícolas. Os contratos futuros da soja negociados na CBOT operavam com alta de mais de 4 pontos nos principais vencimentos na manhã desta quarta-feira (21). Porém por volta das 16h (horário de Brasília), os contratos trabalham no campo negativo.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Flávio França Júnior, a demanda continua aquecida e é o fundamento que mantém os preços no mercado em Chicago em níveis historicamente favoráveis. Apesar das revisões para cima na safra norte-americana projetada pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o bom andamento na safra do Hemisfério Sul e o mercado financeiro trabalhando de forma mais negativa.

“Então o que tem sustentado as cotações e o que deve garantir preços internacionais ainda historicamente favoráveis no final de 2012 e em 2013 é a demanda, que mantém um fluxo muito forte de vendas nos EUA. Além disso, a China retornou ao mercado comprando óleo e grão”, disse França.

O analista sinaliza que não há uma alteração no perfil de oferta apertada norte-americana. Com isso, as cotações que registraram quedas têm aparentemente uma barreira psicológica e física, algo em torno de US$ 13 por bushel e dificilmente os preços irão cair abaixo desse patamar no curto e médio prazo, conforme explica o analista. 

“O agricultor tem que combinar a sua venda tanto na bolsa, o prêmio e também a questão cambial. Então parte dessa queda que tivemos nas últimas semanas está sendo absorvida pela alta do câmbio. Então os produtores que ainda não venderam podem fazer uma nova conta e ver se vale à pena”, orienta França. 

Já os preços do milho continuam elevados no mercado. O analista acredita que o cereal seja mais atraente para fazer fixação em relação à soja haja vista que não é um produto que tenha forte fluxo de vendas antecipadas. 

“O produtor que ainda não vendeu, tem que estar atento que o cenário a longo prazo para 2013 mudou de patamar com a revisão para cima da safra norte-americana. Então o sonho de cotações a US$ 17 e US$ 18 nesse momento estão afastadas, o mercado sinaliza entre US$ 13 e US$ 14, o que é um novo patamar”, alerta França.  
Por:
João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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