DA REDAÇÃO: Dólar atinge novamente a maior cotação desde maio de 2009 e BC pode intervir a qualquer momento

Dólar: BC acompanha as fortes altas da moeda norte-americana, mostrando que pode interferir na valorização muito rápida do real. Para o agronegócio, momento é oportuno para fixar vendas futuras, a fim de aproveitar a elevação das commodities.
Publicado em 22/11/2012 17:58 | Atualizado em 22/11/2012 18:35
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta quinta-feira (22) que a desvalorização cambial ajuda no processo de evolução da indústria. No entanto, o país vive um regime de câmbio flutuante, sendo preciso ter precaução para que o real não se valorize além de seus fundamentos. Assim, o BC está sempre pronto para atuar no mercado para que ele funcione dentro da normalidade.

Na sessão do dia, o dólar comercial fechou em alta pelo terceiro dia seguido e pela nona vez em 11 sessões, com o mercado insistindo em testar qual seria o teto  pretendido pelo BC para a moeda americana. A moeda fechou a R$ 2,095, em alta de 0,14%, mais uma vez atingindo a maior cotação desde maio de 2009.

Para o economista Clodoir Vieira, este pode ser um teto para o mercado cambial e a atuação do banco servirá para controlar a entrada excessiva de dólares no Brasil e a valorização da moeda brasileira frente a norte-americana.

Para o agronegócio brasileiro, o momento é oportuno especialmente para os produtores que ainda não fixaram vendas futuras, uma vez que, apesar das recentes baixas, os preços das commodities ainda estão sustentados no mercado internacional que, combinado com a valorização do dólar, pode trazer bons lucros.

Por outro lado, ainda é a hora para comprar os insumos agrícolas, contrariando o bom momento para vender os produtos agrícolas no mundo.

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