DA REDAÇÃO: Ausência de chuvas no Sul do Brasil sustenta preços em Chicago

Publicado em 26/11/2012 13:48 e atualizado em 26/11/2012 16:28 394 exibições
Grãos: fenômeno climático do El Niño chegou a ser sinalizado, mas segundo meteorologistas situação nesse momento é de neutralidade com chuvas próximas do normal. Novo cenário abre espaço para veranicos, principalmente, na região Centro-Sul do país. Ausência de chuvas no Sul volta a preocupar e traz suporte aos preços em Chicago.
Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Flávio França Junior, o fenômeno climático do El Niño que a ser sinalizado no início da safra, mas para os meteorologistas a situação, agora, é de neutralidade com chuvas próximas do normal.  Com esse novo cenário climático aumenta a possibilidade de veranicos, especialmente, no Centro-Sul do país, no RS, SC, parte do PR, parte sul do MS e oeste de SP.

“Voltamos a ter ameaça, abre espaço deixa o mercado cria um clima de incerteza em relação à safra. Nesse momento, as chuvas estão normalizadas na região Central, região Norte e Nordeste, o plantio está bem e existe uma preocupação no Sul brasileiro onde as chuvas estão escassas, o que volta a preocupar e isso traz suporte aos preços em Chicago”, afirmou França. 

Neste início de semana, as commodities agrícolas operam em alta. A soja lidera com os ganhos com mais de 4 pontos nos principais vencimentos. Ainda na visão do analista, apesar das adversidades climáticas, não é possível afirmar que há perdas na soja, diferentemente da cultura do milho. 

“Temos perdas no milho na safra de verão, existem lavouras que perderam e não serão replantadas. Esse problema atrapalha também a safra de inverno de milho. Já na soja, acho que temos perdas de potencial em algumas regiões”, disse o analista. 

Por outro lado, o analista destaca que é relativamente normal em um país como o Brasil registrar perda em algumas localidades dada a sua extensão territorial. Mas essa situação serve para trazer sustentação aos preços em Chicago haja vista que o mercado internacional tem sua atenção voltada para duas variáveis, o clima na América do Sul e o avanço na demanda no EUA. 

As notícias a respeito da demanda são boas, e os estoques norte-americanos continuam apertados, portanto, o mercado via suportado via demanda, conforme explicou França. “Essas notícias irão se alternar agora, e a volatilidade volta a ser uma realidade no mercado nas próximas semanas. Porém, o suporte entre o intervalo deve ser entre US$ 13 e US$ 14 e não tende a se modificar, mesmo com as altas no final da semana passada e início dessa semana”, finalizou França. 
Por:
João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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