DA REDAÇÃO: Mercado realiza lucros nesta sexta-feira (07) e aguarda relatório do USDA

Publicado em 07/12/2012 12:27 e atualizado em 07/12/2012 16:54 401 exibições
Grãos: mercado realiza lucros nesta sexta-feira (07) antecipando o relatório do USDA que será divulgado na próxima terça-feira. Confirmação de que a China teria comprado 115 mil toneladas de soja dos EUA também contribui para o cenário haja vista que o número é inferior do que o esperado pelo mercado.
Após as fortes altas acumuladas nos últimos pregões, nesta sexta-feira (07) o Mercado de Commodities Agrícolas realiza lucros na Bolsa de Chicago. A soja trabalha com mais de 9 pontos de baixa em todos os vencimentos. Segundo o analista de mercado da Jefferies, Vinícius Ito, desde o dia 16 novembro, o mercado subiu praticamente US$ 1,30, uma alta considerável. 

“É um pouco atípico essa movimentação entre novembro e dezembro. O mercado cai hoje, tivemos algumas confirmações de venda para a China. O USDA confirmou que foram vendidas 115 mil toneladas de soja para o país, o número ficou aquém dos rumores do mercado”, diz Ito.

O analista destaca que o mercado esperava que a China teria comprado entre 6 e 8 cargos de soja durante essa semana. Esse número mais baixo ocasionou uma decepção no mercado, e há também uma movimentação de final de semana juntamente com a antecipação para o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado na próxima terça-feira.

“E também outros grãos, como o milho ficou um pouco mais fraco com as exportações mais baixas o que ajuda a limitar as altas da soja ou até mesmo pressionar um pouco no dia de hoje”, afirma Ito. 

Além disso, o mercado já está precificando o retorno da demanda chinesa para algumas commodities como o cobre, e outros. E recentemente houve uma estabilização na tendência de desaceleração da economia chinesa, com isso, os números começaram a ficar melhores e o mercado está um pouco mais otimista, conforme explica o analista.

No caso da soja, a demanda chinesa tem se mostrado mais aquecida. Os números de exportações divulgados ontem (06) pelo USDA vieram acima das expectativas do mercado. E perspectiva é que a demanda por parte da China permaneça firma haja vista que as margens de esmagamento para soja importada se tornaram positivas para uma série de processadoras do país. 

Na visão do analista, o problema é que não há nenhuma disponibilidade de soja na América do Sul e os compradores chineses recorrem aos EUA e isso reflete diretamente nos preços em Chicago. “Então, a expectativa de que a China voltou a comprar tem fortalecido as cotações na CBOT”, relata Ito. 

Devido a esse cenário, o analista acredita que o mercado vai testar o patamar de US$ 15 por bushel. No entanto, para sustentar acima desses preços seria necessária a confirmação de mais vendas no mercado. Por enquanto, o clima na América do Sul não é um fator que poderia elevar as cotações acima desse nível. 

“O clima no Brasil é favorável, então precisa de mais confirmação de demanda para que os preços subam mais e acreditamos que o patamar de US$ 15 deve ser testado. A tendência é que possa se formar um novo patamar de oscilação do mercado nas próximas semanas entre US$ 14,50 e US$ 15 por bsuhel”, finalizou o analista. 
Por:
Kellen Severo/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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