DA REDAÇÃO: Mercado antecipa relatório do USDA e opera em baixa na CBOT

Grãos: expectativa do relatório do USDA, que será divulgado amanhã (11) e pode aumentar os estoques de milho, e a melhora no clima na América do Sul pressionam para baixo as cotações da soja na CBOT. Brasil pode produzir entre 34 e 35 milhões de toneladas de milho safrinha em 2013.
Publicado em 10/12/2012 12:49 | Atualizado em 10/12/2012 16:55
Nesse início de semana, o Mercado de Commodities Agrícolas opera em queda na Bolsa de Chicago. A soja trabalha em campo misto, perdendo três pontos nos primeiros vencimentos. Segundo o analista de mercado, Paulo Molinari, o mercado antecipa a expectativa do relatório do USDA que deve ser divulgado amanhã (11) e pode aumentar os estoques de milho. 

“É uma incógnita de quanto o USDA vai cortar em cima da projeção de exportação nesse ano comercial. Acredito que o mercado esteja antecipando o relatório de amanhã”, ratifica Molinari. 

Além disso, o analista destaca que o mercado em Chicago já fez esse movimento nos meses de outubro e setembro, e trouxe os preços ao patamar de US$ 7,10 e depois voltou aos US$ 7,60. O mercado está oscilando dentro de uma zona de conforto, e esperando o desenvolvimento do clima da América do Sul, segundo Molinari. 

Já em relação à produção de milho safrinha brasileira 2013 tende a ser plantada com algum atraso haja vista que o plantio da soja registrou atraso, principalmente, nos estados como Mato Grosso e Goiás. 

“Mas mesmo assim a tendência é de ter uma safrinha próxima a de 2012, entre 34 e 35 milhões de toneladas. Claro que dependeremos do clima, mas assim mesmo é um grande potencial de produção mesmo que tenhamos alguma retração de área”, diz o analista. 

Por outro lado, Molinari sinaliza que a expectativa de uma área recorde para a produção de milho nos EUA será semelhante a 2012. O mercado deve precificar um grande plantio no país, e aguardar o desenvolvimento climático no meio-oeste norte-americano, para avaliar se haverá condições para uma safra recorde novamente. 

“E uma safra recorde pode levar os preços no segundo semestre a quedas fortes e sem chances de recuperação no curto prazo. No Brasil, teremos alguma retração de área em algumas regiões, devido ao atraso no plantio da soja e a fatores conjunturais. Mas mesmo assim a queda de preços internacionais será um problema para o segundo semestre no mercado brasileiro”, relata Molinari. 

Diante dessa situação, o analista orienta que os produtores antecipem as comercializações haja vista que os preços do milho podem recuar com o clima favorável. “O ritmo dos negócios é moderado, tivemos nas últimas 4 semanas vários negócios na faixa de R$ 30,00 e R$ 31,00, na região de Sorriso (MT) tivemos negócios a R$ 16,00 e a R$ 26,00 no PR, as vendas tem sido baixas nesses preços, e é difícil acreditar que os EUA terá a 4ª quebra consecutiva”, afirma o analista. 
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