DA REDAÇÃO: Soja: mercado realiza lucros nesta quinta-feira (17)

Grãos: demanda aquecida sustenta a valorização dos preços da soja na Bolsa de Chicago. Especulações em relação ao clima na América do Sul também contribuem para esse cenário. Relação entre estoques e demanda mundial é apertada.
Publicado em 17/01/2013 12:49 | Atualizado em 17/01/2013 16:10
Após encerrar o pregão eletrônico de ontem (16) com mais de 20 pontos de ganho na CBOT, os futuros da soja operam do lado negativo da tabela nesta quinta-feira (17). Por volta das 17h05 (horário de Brasília) a oleaginosa trabalha com mais de 8 pontos de baixa. O recuo seria mais um movimento de realização de lucros. 

O analista da Safras & Mercado, Flávio França, destaca que a recente valorização dos preços na Bolsa de Chicago tem uma natureza, principalmente, ligada a demanda, considerada o fator chave dessa alta. A relação entre estoques e demanda ainda é ajustada. 

“Os estoques continuam sendo reduzidos, são muitas embarcações e há muito consumo interno. Hoje (17), os números do novo relatório semanal de registros ficaram acima do esperado. O mercado ainda não encontrou um nível de racionamento do consumo, que permanece crescendo e os preços se mantêm em alta”, explica França. 

Basicamente, o mercado tem encontrado suporte na demanda aquecida e na especulação quanto ao clima na América do Sul. As chuvas em algumas regiões produtoras do Brasil atrapalham a colheita da soja 2012/13. Já o Rio Grande do Sul e Argentina registram um padrão climático mais seco, o que gera preocupação aos produtores. E essas são variáveis que pressionam negativamente os preços em Chicago, sinaliza o analista. 

Por enquanto, não há perdas configuradas, nada que se caracterize como uma quebra na temporada atual.  “No entanto, a tendência é que a partir do mês de fevereiro, quando o ritmo da colheita aumentar, e a soja entrar fisicamente nos armazéns, possivelmente, a demanda que está nos EUA seja transferida para a América do Sul e o mercado perderia sustentação”, disse o analista. 

A expectativa é que no pico da colheita no hemisfério sul, caso não se configure problemas mais sérios na safra sulamericana, os preços se mantenham abaixo dos US$ 14 por bushel, conforme acredita França. 

Ainda na visão do analista, existe um ‘colchão’ para o mercado, um nível de suporte razoável para os preços, em cima da demanda global e dos estoques apertados. “Então, vamos ter, possivelmente, as cotações resistindo na casa dos US$ 12,50 e US$ 13 por bushel que tendem a ser um piso para o mercado”, relata França. 
Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário