DA REDAÇÃO: Chicago - clima na América do Sul é o foco do mercado internacional

Publicado em 29/01/2013 14:54 e atualizado em 30/01/2013 09:16
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Mato Grosso tem muitas lavouras prontas, já dessecadas, mas chuvas em excesso impedem a colheita. Lavouras com soja ardida já começam a ser registradas no Estado. Há relatos de desespero entre agricultores, que veem a melhor oportunidade ser perdida.
O clima incerto na América do Sul, principalmente, na Argentina permanece sendo o foco da Bolsa de Chicago. Segundo o diretor da CentroGrãos Famato, João Birkhan, os fundamentos são positivos no mercado de commodities agrícolas e a demanda chinesa pela soja norte-americana não dá sinais de desaquecimento.

O único fator que poderia exercer uma pressão baixista nos preços futuros, segundo o diretor, é entrada da colheita da América do Sul no mercado, especialmente no mês de março. Por outro lado, as lavouras brasileiras sofrem com as adversidades climáticas em algumas regiões produtoras.

No estado do MT, as plantações já estão prontas, dessecadas, porém o excesso de chuvas impede a colheita da soja e pode ocasionar perdas de produtividade. Algumas lavouras com soja ardida já começam a ser registradas no estado. Diferentemente, no RS o período prolongado de estiagem deixa os produtores apreensivos. 

No MT a cada dia que passa aumenta os prejuízos haja vista que a cada dia mais lavouras estão ficando prontas, no mês de fevereiro começa o forte da colheita na região. E com essa adversidade climática a tendência é de alta para os preços em Chicago, afirma Birkhan.

No caso do milho, o diretor destaca que, os produtores podem plantar o cereal até o dia 25 de fevereiro. Entretanto, quanto mais atrasar o plantio do grão haverá uma concentração de culturas maior, e caso falte chuvas mais para frente os agricultores poderão ter problemas em todas as lavouras, ressalta o diretor. 
Por: João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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