DA REDAÇÃO: Mercado opera com volatilidade frente ao clima na América do Sul

Grãos: nesta terça-feira (5) mercado opera com volatilidade em função das incertezas climáticas na América do Sul. Alguns mapas indicam que podem ocorrer chuvas na Argentina. No caso do milho, a tendência é que as exportações permaneçam em ritmo acelerado e os preços competitivos.
Publicado em 05/02/2013 12:49 | Atualizado em 05/02/2013 15:53
Após ter fechado a sessão de ontem (4) com altas significativas, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com volatilidade nesta terça-feira (5). As cotações, que ao longo do dia registraram pequenos ganhos, trabalham do lado negativo da tabela. Por volta das 16h00 (horário de Brasília) os principais vencimentos apresentavam leves quedas.

O foco do mercado de commodities agrícolas permanece sendo as incertezas climáticas na América do Sul. Segundo o analista de mercado da New Edge, Daniel D’Ávilla, os modelos climáticos são inconsistentes e alguns indicam que podem acontecer chuvas na Argentina. 

“O mercado sente isso e a cada hora que muda há uma realização de lucros ou um prêmio de clima que entra nos preços futuros. É preciso lembrar que no início, o plantio da soja argentina estava atrasado em função do excesso de chuvas, muitas áreas estavam alagadas. Então muitas tradings acreditam que o solo retém algum tipo de umidade”, ratifica D’Ávilla.

Contrariamente, o analista destaca que, outras dizem que as lavouras sofrem com o stress hídrico, o que ocasionar perdas na produção argentina. No entanto, o ano passado os EUA também registrou uma seca, porém houve uma recuperação da soja e as perdas não foram tão grandes, conforme relata D’Ávilla. 

Milho – Ainda na visão do analista, a tendência é que esse ano seja favorável para a produção de milho nos EUA. Por outro lado, o Brasil passou a fazer parte do mercado internacional, e segue com as exportações em ritmo acelerado e os preços competitivos. 

“Nesse momento podemos ver o Brasil competindo com os EUA e com o milho da região do Mar Negro, e a tendência é que essa situação se mantenha. Mas teremos que ver o comportamento dos preços para ver se a conta dos produtores brasileiros de safrinha vai fechar ou não, mas nesse momento é boa”, explica o analista. 

Já em relação às filas nos portos brasileiros, D’Ávilla sinaliza que a cada dia passa aumenta a quantidade de navios. Ontem, havia 57 navios esperando para carregar soja e nesta terça-feira o número é de 64 navios, e a expectativa é que número dobre no período da safra. 

“Hoje temos cerca de 3.876 milhões de toneladas de soja para embarcar no Brasil. Então teremos essas situações, quem precisar comprar soja pronta vai esperar para embarcar no Brasil ou pagar prêmio para quem tiver o grão no porto, ou buscar a oleaginosa nos EUA e complicar ainda mais o quadro dos estoques no país”, finaliza. 
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