DA REDAÇÃO: Soja recua frente às notícias de chuvas na Argentina

Publicado em 06/02/2013 13:38 e atualizado em 06/02/2013 16:44
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Soja recua nesta quarta-feira (6) na Bolsa de Chicago com novas previsões indicando chuvas na Argentina a partir da segunda quinzena de fevereiro. Entrada desse sistema de precipitações estimula uma ligeira retirada dos prêmios climáticos por parte dos investidores.
Nesta quarta-feira (6) os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam do lado negativo da tabela, refletindo um movimento de realização de lucros. Por volta das 16h40 (horário de Brasília) os principais contratos trabalhavam com mais de 9 pontos de queda.

O recuo nos preços é decorrente da leitura de mapas climáticos que indicam possíveis chuvas para a Argentina na segunda quinzena de fevereiro, conforme explica o analista de mercado, Stefan Tomkiw. Com isso, o mercado retira parte dos prêmios climáticos adicionados nas cotações nas últimas sessões. 

Já as chuvas constantes no Mato Grosso, que atrasam a colheita da soja no estado serviram como suporte para os vencimentos mais curtos, conforme destaca Tomkiw. Na visão do analista, esse cenário comprometeu o rendimento das lavouras precoces, no entanto, contribuiu para o desenvolvimento das plantações tardias.

Enxergamos que esse efeito de queda de qualidade não tem nenhuma correlação direta com o estabelecimento de uma tendência de preços, até pode psicologicamente acabar reforçando certo suporte no mercado, mas não acreditamos que será o motivo que elevar os preços, explica o analista. 

Por outro lado, esse atraso na entrada da produção brasileira pode direcionar a demanda pela soja para os EUA, no momento em que os estoques nos país continuam apertados. Essa situação pode pressionar positivamente os preços em Chicago, de acordo com Tomkiw. 

Safra brasileira Ainda de acordo com o analista, a expectativa do mercado é que a safra brasileira alcance 83 milhões de toneladas. Essa situação irá depender do desenvolvimento das lavouras em fevereiro, para que esse número se concretize, mas o potencial para que isso aconteça é realmente forte, ressalta. 
Por: João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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