DA REDAÇÃO: Grãos - Com notícias negativas do mercado financeiro, soja recua na CBOT

Grãos: Com o enfraquecimento da demanda pela soja norte-americana o mercado desconta os prêmios que vinham sendo adicionados aos preços futuros nos EUA. Notícias econômicas negativas e números das inspeções de exportações do país abaixo do esperado contribuem para pressionar negativamente os preços futuros na Bolsa de Chicago.
Publicado em 18/03/2013 13:58 | Atualizado em 18/03/2013 17:47
Nesta segunda-feira (18), os futuros da soja operam com quedas expressivas na Bolsa de Chicago. O analista de mercado, Stefan Tomkiw, explica que com o enfraquecimento da demanda pela soja norte-americana o mercado internacional desconta os prêmios que estavam sendo adicionados aos preços da safra velha dos EUA.

Além disso, as notícias negativas vindas do mercado financeiro internacional também contribuem para pressionar negativamente as cotações futuras. Do mesmo modo, os números das inspeções semanais de soja dos EUA, divulgadas hoje (18), pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) abaixo das expectativas do mercado, exercem pressão nos preços em Chicago.

O analista destaca que os problemas da macroeconomia sempre afetam a movimentação, e acrescentam volatilidade ao mercado. “Muitos investidores atuam de forma intensa, então qualquer aversão ao risco, os fundos saem de suas posições em busca de outros ativos mais seguros. Porém, a médio e longo prazo os fundamentos prevalecem”, relata.

Hoje, os fundos carregam dentro do mercado de soja uma posição comprada em torno de 117 mil contratos, segundo Tomkiw. “O número não é tão expressivo, mas se os fundos resolverem continuar esse movimento de realização de lucros e isso pode trazer um efeito de vendas maior para o mercado da oleaginosa”, alerta o analista.

Por outro lado, o mercado internacional de grãos ainda se mostra bem apreensivo com os gargalos logísticos no Brasil, conforme destaca o analista. “Estimativas apontam para um volume de 11 milhões de toneladas esperando nos portos para embarcar. Há muitos navios no line-up e o mercado imagina que essa situação irá se prolongar por um tempo, até perceber uma estabilização maior. E a entrada da safra brasileira no mercado pressiona, naturalmente, os preços futuros”, diz Tomkiw.

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