DA REDAÇÃO: CBOT - Mercado espera redução nos estoques trimestrais de soja nos EUA

Publicado em 27/03/2013 13:32 e atualizado em 27/03/2013 17:10 443 exibições
Grãos: À espera do relatório do USDA, mercado aguarda confirmação de estoques trimestrais de soja norte-americanos mais baixos. Departamento também irá divulgar as intenções de plantio da safra nova. Preços do milho podem ficar mais baratos no Brasil no segundo semestre, com o clima favorável à produção dos EUA e da safrinha brasileira.
Nesta quinta-feira (28), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) irá divulgar os novos números dos estoques trimestrais de soja e milho no país, assim como, os números de intenção de plantio. Segundo analistas, o relatório dará direcionamento ao mercado internacional de grãos.

De acordo com o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado aguarda a confirmação de estoques trimestrais mais baixos, conforme o departamento já vinha reportando nos últimos relatórios de oferta e demanda. Esse recuo nos estoques é reflexo da quebra da safra anterior dos EUA em função da seca que atingiu as lavouras do país.

Já em relação ao plantio, o analista destaca que não há dúvidas de que os produtores estadunidenses irão semear grande quantidade de milho. E em decorrência desse cenário que começa a ser desenhado já existe muita especulação sobre o clima no país, que pode atrasar o início do plantio.

“O quadro norte-americano da safra velha é muito ajustado e o ano comercial vai até o mês de agosto. Os estoques são baixos, e há a necessidade de que o plantio ocorra mais cedo, para que em agosto o mercado local já tenha milho e comece a ser reabastecido”, afirma.

No entanto, caso o plantio seja realizado tardiamente, o analista sinaliza que a entressafra americana ficará mais longa. Situação que contribuiria para sustentar os preços futuros até agosto na Bolsa de Chicago, segundo acredita Molinari.

Milho Brasil – Os preços do cereal brasileiro podem ficar mais baratos no segundo semestre, com o clima favorável à produção dos EUA e da safrinha brasileira. O analista explica que com uma safra recorde norte-americana pressiona negativamente os preços do grão em Chicago e consequemente as cotações no porto.

“E nós não temos liquidez de exportação, a safra de verão apesar da redução da área plantada tem produtividade recorde, e a safrinha até o momento vai tendo um início perfeito com chuvas em todas as regiões”, relata Molinari.

Diante desse cenário, a tendência para a safra brasileira novamente é recorde, mas o Brasil dependerá da liquidez nas exportações e uma queda nos preços nos portos irá influenciar os preços no mercado interno, conforme diz o analista.

“E talvez com o volume de oferta excedente que teremos no mercado interno o Governo terá muito trabalho no segundo semestre para dar direcionamento a esse excedente. Os negócios nas últimas semanas para julho, agosto e setembro aconteceram ao redor de R$ 27,00 e R$ 28,00 nos portos. O problema não é preço, mas sim o caos logísticos e os altos valores do frete”, finaliza o analista.

Por:
Kellen Severo/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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