DA REDAÇÃO: Soja – Dados negativos da economia chinesa pressionam mercado nesta segunda-feira (15)

Publicado em 15/04/2013 13:34 e atualizado em 15/04/2013 17:57 303 exibições
Grãos: Mercado de commodities agrícolas opera em queda nesta segunda-feira (15). Números do crescimento chinês, que avançou 7,7% no primeiro trimestre deste ano, enquanto o mercado esperava 8%, exercem pressão negativa nas cotações futuras na CBOT. Perspectivas de preços mais baixos para o milho no segundo semestre preocupam produtores rurais.
Após as altas da registradas na semana passada, o mercado de commodities agrícolas opera em baixa nesta segunda-feira (15). Para o analista de mercado da FCStone, Glauco Monte, o principal fator que exerce pressão negativa nos preços futuros na CBOT são os números os crescimento da economia chinesa, que avançou 7,7% no primeiro trimestre deste ano, enquanto o mercado esperava 8%.

O analista destaca, que as projeções de safras maiores no Brasil e também na safrinha, e nos EUA, são notícias baixistas para o mercado internacional. “E as notícias da China crescendo menos do que o esperado pelo mercado, isso aciona ordens de liquidação e vendas no mercado”, sinaliza Monte.

No caso da soja, há dois cenários distintos no curto e médio prazo a tendência é de preços mais firmes devido aos baixos estoques do grão nos EUA. Além disso, as exportações norte-americanas seguem em ritmo acelerado, o que sustenta os preços futuros em US$ 14,00/bushel, patamar acima da média se comparado com os últimos anos, conforme acredita o analista.

Entretanto, para o segundo semestre a perspectiva é de preços mais baixos em função da estimativa de uma grande safra norte-americana. “Os estoques finais, apesar de confortáveis, uma pequena quebra poderia voltar a ficar com um quadro mais preocupante, o que poderia elevar os preços”, explica o analista.

Do mesmo modo, a situação do milho é preocupante uma vez que a situação neste ano é diferente do ano passado. O analista sinaliza que o cenário internacional é diferente, e sem uma quebra nos EUA haveria uma recomposição nos estoques. “Sem dúvidas, os altos valores dos fretes e preços internacionais tem tirado muito dos preços do milho e do trigo. O que gera preocupação para o segundo semestre, em que teremos uma grande safrinha e o mercado em geral trabalhava com preços mais altos”, relata Monte.

No Brasil, há duas principais fontes compradoras, a exportação e o mercado interno. E com a perspectiva de preços mais baixos, os compradores não seriam tão agressivos nas compras, pois não faltaria produto no mercado, segundo diz o analista.

“Na exportação, os preços futuros em Chicago caíram devido às projeções de uma safra norte-americana grande, é difícil sem ter alguma quebra expressiva na produção, imaginar uma recuperação forte nos preços do milho. Pode acontecer uma recuperação, caso a demanda se mostre mais aquecida, principalmente por parte da China, mas fora isso é difícil imaginar uma recuperação grande no milho sem uma quebra como houve no ano passado”, finaliza Monte.

Por:
João Batista Olivi/ Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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