DA REDAÇÃO: Soja opera em queda na CBOT e tendência é de volatilidade nos próximos dias

Grãos: Soja opera do lado negativo da tabela nesta quarta-feira (24), na Bolsa de Chicago. Expectativa de grande safra na América do Sul e plantio recorde nos Estados Unidos exercem pressão negativa nos preços futuros. Tendência é de volatilidade nos próximos dias, e demanda chinesa por oleaginosa deve permanecer firme.
Publicado em 24/04/2013 13:38 | Atualizado em 24/04/2013 17:52
Nesta quarta-feira (24), os futuros da soja operam do lado negativo da tabela na Bolsa de Chicago. A commodity tem sido pressionada por expectativa de uma grande safra na América do Sul e uma produção recorde nos EUA associado aos números de crescimento chinês, segundo explica o analista de mercado da New Edge, Daniel D’Ávilla.

“Pode ser um ano em que a China importe menos por dificuldades de que esse produto chegue até a nação asiática. Mas o país deverá seguir comprando, pois tem que alimentar cerca de 1,4 bilhões de pessoas”, afirma D’Ávilla.

Paralelo a esse cenário, o analista destaca que a demanda pela soja norte-americana permanece aquecida, no entanto, as vendas divulgadas recentemente pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) são referentes à safra nova. E que não há vendas da safra velha norte-americana.

“Nos EUA tem esmagador tentando originar soja e não consegue, mesmo pagando mais caro pelo grão. Algumas empresas de esmagamento já estão parando as atividades por falta de soja, por isso, vemos o primeiro contrato, maio/13, mais firmes do que os restantes na CBOT”, diz o analista.

Frente a esse quadro, a tendência é que as cotações da soja operem com volatilidade nos próximos dias. Até a entrada do verão norte-americano, quando a soja começa a ser semeada no país. “Dessa forma teremos chance de ver os preços subirem ou descerem, pois teremos uma ideia melhor de como será a safra dos EUA”, relata D’Ávilla.

No caso do milho, o analista sinaliza que após as recentes quedas, o mercado volta a exercer pressão compradora, mas não significa uma tendência de alta. Já o trigo não deve apresentar problemas de oferta, e no momento o mercado está um pouco mais fraco, conforme explica o analista.

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