DA REDAÇÃO: Soja: Adversidades climáticas nos EUA sustentam altas na Bolsa de Chicago

Plantio da soja está atrasado nos EUA e previsões apontam chuvas em todas as regiões produtoras nesta semana. De olho no clima norte-americano, compradores começam a voltar às negociações do milho brasileiro. Excesso de umidade no solo norte-americano ainda é grande e, caso previsões meteorológicas se confirmem, preços podem subir ainda nesta semana em Chicago.
Publicado em 13/05/2013 13:38 | Atualizado em 13/05/2013 15:03
Os futuros da soja, milho e trigo operam do lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (13), na última sexta-feira (10), o mercado recuou frente às primeiras estimativas divulgadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para a safra nova de grãos norte-americana e mundial. O clima adverso nos Estados Unidos, que compromete o plantio da safra norte-americana tem dado sustentação aos preços na CBOT. Por volta, das 14h40 (horário de Brasília), os principais vencimentos da oleaginosa registravam ganhos entre 12,00 e 34,50 pontos.

Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o clima permanece mais frio e no último final de semana nevascas atingiram estados do norte do país. Além disso, há indicativos de chuvas em grande parte das regiões produtoras de grãos, durante essa semana, situação que dificultaria a evolução do plantio norte-americano.

“A janela ideal de plantio para o milho está se fechando. As principais lavouras encerram o período ideal no próximo dia 20, então, teriam que plantar somente esta semana mais de 20 milhões de hectares e não teriam condições para fazer isso. E caso as chuvas se confirmem, os produtores dos EUA terão que plantar mais da metade da safra fora da janela ideal”, afirma Brandalizze.

Frente a esse cenário, o consultor destaca que os compradores podem voltar às negociações do milho safrinha do Brasil, fator que beneficiaria, principalmente, os produtores mato-grossenses. “Talvez a situação dos produtores não terem vendido grande parte da safra, possa ser um fator de lucratividade, e se o clima se confirmar poderemos ter novas altas em Chicago e as posições de exportações a partir de julho e agosto se tornem favoráveis para os produtores brasileiros”, diz o consultor.

Por outro lado, Brandalizze ainda sinaliza que a semeadura da soja também está atrasada nos EUA e que os produtores não devem migrar do milho para o plantio da oleaginosa. “Se o clima se confirmar, talvez não consigam nem plantar a soja dentro do período ideal”, alerta Brandalizze. Já no Brasil, os preços do milho ainda não refletem as altas de Chicago. No Porto de Paranaguá, o cereal é comercializado a R4 26,50 e no interior do Paraná a R$ 21,50, conforme destaca o consultor de mercado.

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