DA REDAÇÃO: Com safrinha de 16 mi de t, MT deve ter frete com picos de alta e milho a céu aberto

Milho safrinha tem bom desenvolvimento em MT e expectativa de produção chega a 16 milhões de toneladas. Número recorde pode novamente elevar preços do frete, devido ao escoamento atrasado da safra de soja. Muito milho pode ficar a céu aberto no Estado, enquanto saca futura é negociada a R$ 9.
Publicado em 13/05/2013 16:06 | Atualizado em 13/05/2013 17:12
As chuvas regulares e o bom desenvolvimento do milho safrinha irão levar a produção de Mato Grosso ao recorde de 16 milhões de toneladas. Essa é a expectativa do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea), caso a produtividade média esperada, de 96 sacas/hectare, se confirme. Em dezembro, a estimativa era de produtividade de 80 sacas/hectare.

De acordo com o gestor do Imea, Daniel Latorraca, a excelente produção deve escancarar o maior problema do estado: a falta de infraestrutura. Com o escoamento da safra de soja atrasado, a colheita do milho safrinha deve coincidir com o transporte da soja até os portos, o que elevaria novamente os preços do frente em MT, afirma Lattoraca. De acordo com o gestor, o frete de Sorriso (MT) até Santos (SP) chegou a R$300/tonelada no pico da safra de soja e, caso a produção de estados como Goiás e Mato Grosso do Sul se confirme, esses valores podem voltar a se repetir. 

Além do frete, a armazenagem do milho também preocupa o produtor. O Mato Grosso tem um déficit de armazenagem de 17 milhões de toneladas, localizado, principalmente, na região médio-norte do Estado, que é responsável por 50% da segunda safra de milho. Para Latorraca, o uso de silos bag’s pode ser uma alternativa emergencial ao produtor.

A comercialização também é lenta no estado, com apenas 20% da produção estimada vendida antecipadamente. Os preços da saca do cereal também seguem pressionados e operam entre R$11 e R$9, valor abaixo do custo de produção de R$13,02 estabelecido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Em algumas regiões do estado se paga mais pelo frete do que pelo produto”, afirma o gestor ao fazer referência a cotações do frete de até R$13/saca em alguns municípios. 
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