DA REDAÇÃO: Invasão de indígenas em propriedade em Sananduva (RS) desde 2004 impede produtor de cultivar na área

Publicado em 14/05/2013 13:40 e atualizado em 14/05/2013 17:14 714 exibições
Questão indígena: Propriedade rural sofre com invasão indígena desde 2004 em Sananduva (RS). Produtor está há dois anos impossibilitado de cultivar na área. Caso já foi ganho na justiça, mas reintegração de posse não aconteceu. Agricultores foram até Brasília acompanhar reunião com vice-presidente, Michel Temer, porém encontro foi adiado para amanhã.
A reunião que estava prevista entre os parlamentares e o vice-presidente da república, Michel Temer, para esta terça-feira (14) para debater as demarcações de terras indígenas no país foi adiada para amanhã (15). Os agricultores foram à Brasília para acompanhar o encontro e tentar solucionar o impasse que causa insegurança jurídica aos produtores rurais em vários estados brasileiros.

O produtor rural, Denis Antônio Golim, relata que a sua propriedade em Sananduva (RS) sofre com a invasão indígena desde 2004. O agricultor foi ameaçado pelos índios e há dois anos está impossibilitado de plantar na área. A justiça já deu ganho de causa aos produtores, no entanto, a reintegração de posse não aconteceu. Na região a Funai pretende demarcar 1.900 hectares.

“No momento da reintegração os índios se rebelaram, e a própria juíza nos devolveu o caso, alegando que eu estava sendo ameaçado e para me proteger devolveu o processo para a Justiça Federal. O processo tramita até hoje”, afirma Golim.

Ainda na visão do agricultor, o laudo antropológico utilizado no processo de demarcação da área é baseado em depoimentos falsos, e de pessoas que têm interesse na localidade. Por isso, os produtores esperam que a situação seja resolvida e que a entidade suspenda os processos de demarcação pelo país.

“Esperamos que a justiça seja restabelecida, para que a paz também seja, caso contrário certamente teremos uma revolução. Esta condição que o Governo coloca a Funai em patamares soberanos com direitos maiores que as da própria constituição. Nos sentimos traídos pela pátria e pela constituição que obedecemos”, acredita o produtor.

Diante dessa insegurança, os agricultores de municípios vizinhos formaram uma associação para tentar resolver a situação. “Temos uma ação popular contra a União e a Funai e o processo se arrasta à revelia e a vontade do Governo. Esperamos que nos dêem a devida atenção e olhem para nós como cidadãos com direitos e não com discriminações como tem sido feito até o momento”, finaliza Golim. 

Por:
Kellen Severo/Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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