DA REDAÇÃO: Milho: Valor de contratos de opção de R$ 15,12 para o MT está abaixo dos custos de produção

Milho: Governo quer recompor estoques públicos, mas adesão do produtor as opções pode diminuir prêmio. Com excedente de safra, no entanto, produtor será dependente de leilão de opções para a venda do milho no país. Valor de R$15,12 anunciado pelo governo é bom para o produtor de MT, mas volume de 2 milhões de toneladas ainda é muito baixo.
Publicado em 16/05/2013 13:46 | Atualizado em 16/05/2013 15:23

Nesta quarta-feira (16), o Governo Federal divulgou os valores para os leilões de opções de venda de 2 milhões de toneladas de milho. O CIEP (Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos) estipulou valores de exercício das opções em R$ 15,12 por saca para o estado de Mato Grosso, e de R$ 19,74 para os demais estados das regiões Centro-Oeste e do Sul. O objetivo é oferecer suporte aos preços do grão que são pressionados por uma previsão de safra recorde brasileira.

Segundo o presidente da Aprosoja (MT), Carlos Fávaro, neste momento, o Governo quer recompor os estoques públicos de milho e, por isso, não faz leilões de PEP (Prêmio para escoamento de produto) e PEPRO (Prêmio equalizador pago ao produtor).

“O Governo vai fazer 2 milhões de toneladas em contratos de opção, 1 milhão de toneladas em contratos a termo e promete fazer 1 milhão de toneladas através de AGF. Mas os produtores não poderão ficar disputando muito esses prêmios, pois se não inviabiliza os ganhos que teremos nesse processo”, explica Fávaro.

Além disso, o governo teria se comprometido a acompanhar o desenvolvimento da safra norte-americana de milho, conforme destaca o presidente. “E caso não haja prejuízo significativos e o mercado não reagir, temos o compromisso do governo que irá intervir no mercado interno com leilões de PEP e PEPRO”, relata. 

Por outro lado, os valores anunciados pelo conselho de R$ 15,12 para o estado de Mato Grosso estão acima dos atuais patamares praticados, entre R$ 10,00 e R$ 11,00, mas abaixo dos custos de produção. Na visão do presidente, o valor dá competitividade, no entanto, o volume de 2 milhões de toneladas ainda é pequeno.

“A limitante é a falta de armazéns, o Brasil não tem infraestrutura, porém o governo está tentando fazer a sua parte. Então, neste momento, a orientação é para que os produtores coloquem pequenos volumes para disputar, e se os preços não estiverem mais competitivos no mês de julho, vamos intervir junto ao Governo para fazer leilões de PEP e PEPRO, e aí sim os agricultores poderão recompor os seus preços em um patamar viável”, orienta Fávaro.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário