DA REDAÇÃO: Soja - Oferta escassa no mercado físico norte-americano dá sustentação aos preços na CBOT

Publicado em 17/05/2013 13:37 e atualizado em 17/05/2013 16:42 560 exibições
Soja: Oferta escassa no mercado físico norte-americano sustenta ganhos dos preços futuros na Bolsa de Chicago. Para analista, o contrato julho/13 não deve registrar grandes elevações. Com possíveis problemas climáticos nos EUA, cotações podem apresentar novos repiques de alta. Produtores devem preços mais altos para ir negociando a safra.

Na sessão desta sexta-feira (17), os futuros da soja operam em alta na Bolsa de Chicago. A oferta escassa no mercado físico norte-americano permanece dando sustentação aos preços da commodity. E segundo o analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka, e frente à ausência de notícias o mercado o foco para a oferta ajustada.

No entanto, o analista alerta que há grande volume de soja na América do Sul, que ainda será exportada. “Os EUA não é mais o único mercado aberto no mundo, e não tenho visão de que teremos altas maiores no contrato julho/13, que deve continuar sustentado, mas as altas que estamos vendo são pontuais”, explica.

Paralelo a esse cenário, as estimativas para os estoques mundiais no segundo semestre são elevadas. Por outro lado, qualquer problema climático que afete o desenvolvimento da safra norte-americana poderá ter reflexos nos preços futuros em Chicago. 

“Por enquanto, as altas são pontuais e a perspectiva é que teremos realização de lucros depois que o contrato julho/13 sair do calendário. Quem acredita que o mercado terá uma disparada está achando que a demanda voltará para os EUA, mas isso não deve acontecer”, acredita Dejneka.

Ainda na visão do analista, mesmo com os problemas logísticos no Brasil, a tendência é que América do Sul tire a demanda do Hemisfério Norte. Diante desse cenário, os números das exportações norte-americanas no segundo semestre deverão sofrer, situação que poderão impactar as cotações, conforme destaca o analista.

“O Brasil é o principal mercado mundial de exportações de soja, e janela de exportação do Brasil e Argentina que terminaria com a entrada da safra nova norte-americana, na minha visão, a América do Sul via tirar a demanda da América do Norte”, sinaliza Dejneka.

Frente a esse quadro, o analista orienta que os produtores brasileiros aproveitem as altas no mercado para ir negociando a safra.

Por:
João Batista Olivi/Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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