DA REDAÇÃO: Moagem avança, mas ATR e preços baixos atrapalham margem da cana-de-açúcar em Piracicaba (SP)

Publicado em 29/05/2013 15:26 e atualizado em 29/05/2013 17:18 623 exibições
Cana-de-açúcar: Moagem avança em Piracicaba (SP), mas preços do açúcar e etanol não oferecem rentabilidade ao produtor. ATR também é baixo, com menos de 130 kg/tonelada. Ainda assim, cana ainda é melhor opção ao produtor ante laranja e pecuária.

A safra de cana-de-açúcar na região de Piracicaba (SP) está avançada em relação ao ano passado. Segundo o presidente da Coplacana, José Coral, o tempo seco em maio garantiu o início da colheita e o processamento, ao contrário do ano passado, quando problemas climáticos atrasaram os trabalhos. 

No entanto, de acordo com Coral, apesar do avanço o rendimento da cana não é bom, com ATR abaixo de 130 kg/tonelada. Em maio, o período sem chuvas prejudicou o desenvolvimento de parte do canavial. 

Os preços também não são bons e só oferecem uma pequena rentabilidade ao produtor que é também proprietário da área. Já o produtor que arrenda área não chega a ter rentabilidade devido aos preços do açúcar e do etanol que trabalham em baixa. Coral explica que apesar da melhora no consumo do etanol, puxado pelos preços mais baixos, a rentabilidade do produtor ainda é pequena, pois os preços não são satisfatórios. Uma saída, segundo ele, seria isentar parcialmente os impostos da venda de etanol, aumentando a competitividade do produto frente à gasolina. 

Laranja e cana-de-açúcar

De acordo com Coral, a rentabilidade da cana-de-açúcar na comparação com a laranja, que passa por um período de crise nos preços, é muito maior. Mas os produtores que têm migrado da cultura são aqueles com pomares mais velhos ou com doenças nas lavouras. 

O presidente da Coplacana afirma ainda que em relação à pecuária, a cana-de-açúcar também apresenta rentabilidade maior e chega a empatar com a margem da soja. 

Clima

Segundo Coral, as previsões climáticas apontam um bom volume de chuvas nas próximas semanas que podem favorecer o desenvolvimento dos canaviais, mas prejudicar o ATR. “Se a gente não tem um bom número de ATR na cana e os preços não estão como deveriam nós perdemos para os dois lados”, avalia. 

 

Por:
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário