DA REDAÇÃO: Diante da ausência de produto nos EUA, soja registra alta de dois dígitos na CBOT

Publicado em 03/06/2013 14:39 e atualizado em 03/06/2013 16:48 711 exibições
Grãos: Última semana de maio foi a mais chuvosa dos últimos 141 anos no meio-oeste dos EUA. Mercado precifica situações pontuais de clima, mas fundamentos permanecem inalterados, com chances de grande safra norte-americana tanto para a oleaginosa como para o milho.

Os futuros da soja, negociados na Bolsa de Chicago, fecharam a sessão desta segunda-feira (3) do lado positivo da tabela. As principais posições da commodity encerraram o pregão regular com altas de mais de 19 pontos. O analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, explica que os estoques norte-americanos são baixos e há a tensão sobre o clima na nova safra dos EUA.

“A soja teve uma alta muito forte na madrugada de hoje (3), já que eram esperadas geadas em importantes estados produtores do país e que poderiam atingir as lavouras já semeadas. No entanto, as geadas foram fracas e, por isso, os preços acomodaram na CBOT”, sinaliza Molinari.

A tendência é que o mercado de commodities agrícolas registre bastante volatilidade, especialmente, no mês de julho, uma vez que a maioria das lavouras de soja e milho estarão na fase de floração e pendoamento. Além disso, a última semana de maio foi a mais chuvosa dos últimos 141 anos no meio-oeste dos EUA.

“Com isso, o mercado vai precificando as situações pontuais de clima, movimentando os preços de acordo com o clima, mas sem mudar de forma agressiva o quadro de oferta e demanda com grandes chances de uma grande safra norte-americana tanto para a soja como para o milho”, destaca o analista.

Paralelo a esse cenário, o plantio da safra nova dos EUA permanece atrasado. A expectativa é que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporte a semeadura da soja entre 60% e 65%. E ainda faltaria 40% da área a ser cultivada, no entanto, o grão pode ser plantado até o dia 15 de junho.

Ainda segundo o analista, os produtores rurais brasileiros podem começar aproveitar a combinação de câmbio desvalorizado e preços futuros acima de US$ 13/bushel para o contrato março/14 e fixar os preços.

Milho – Os futuros do milho encerraram a sessão do lado negativo da tabela. De acordo com Molinari, com o clima seco nos últimos dias em algumas regiões, a expectativa é que o departamento norte-americano indique a semeadura do cereal entre 90% e 95% da área estimada para o país.

“Mas teremos que aguardar até o dia 30 de junho, quando o USDA definirá a área efetivamente plantada. Alguns analistas indicam que a área poderá ficar acima do esperado, variáveis que até o final de junho vão trazer volatilidade aos preços e indefinição em cima da safra dos EUA”, acredita Molinari.

Trigo – As chuvas registradas recentemente têm sido benéficas para as lavouras de trigo de primavera. Na visão do analista, a expectativa é de uma safra boa norte-americana tanto de trigo quanto de milho, e por enquanto as condições das lavouras tendem a vir em torno de 60% boas a excelentes. “O trigo mantém os preços, e observa o clima em particular na Rússia e Ucrânia”, finaliza o analista.

Por:
João Batista Olivi/Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

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