DA REDAÇÃO: Especuladores derrubam preços para o café

Café: Política para a cafeicultura deve ser debatida nesta quinta-feira (06) no Senado. No próximo dia 11, Conselho Monetário Nacional se reúne para discutir políticas do Plano Safra. Para superintendente da Cooparaíso, Plano Safra oferece crédito, mas sem renda não há sustentação. Há necessidade de política de preço e renda para o produtor brasileiro.
Publicado em 05/06/2013 13:12 | Atualizado em 05/06/2013 19:02

Especuladores das bolsas vendem contratos equivalentes a 10 milhões de sacas de café e dólar se valoriza no cenário internacional, com essas duas condicionantes os fundos vendem, a despeito dos fundamentos a curto prazo.

A incógnita é como o Brasil irá comercializar a sua próxima safra. Há notícias de quebras significativas na próxima safra de café da América Central e o mercado, desrespeitando os fundamentos, especulam uma super safra brasileira no ano em que deveria ter acontecido uma correção anual de 10% a 15%.

Nesse momento é necessário uma política pública para dar continuidade e orientar o preço para o produtor. “Na nossa visão o crédito não resolve, o crédito ajuda e faz a safra fluir. O que é fundamental é o governo destruir essa especulação no mercado e fazer um plano de opção ou de aquisição”, diz o Superintendente da Cooparaíso, Francisco Ourique.

Todos os outros países produtores de café estão comercializando com prêmio, o Brasil é o único país que continua vendendo com desconto por falta de uma política pública clara, para sustentar os preços e diminuir a entrada de café no mercado.  “O governo precisa cumprir o seu papel de arbitrar interesses e o conflito agora é que os especuladores estão derrubando os preços e tentando instalar um pânico de comercialização exclusivamente para o Brasil porque os demais países têm políticas públicas definidas”, completa Ourique.

O preço mínimo estipulado pelo governo para o café é de R$ 307 por saca, mas, nesse momento, em São Sebastião do Paraíso, a saca está sendo vendida a R$ 290.

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