DA REDAÇÃO: Feijão encarece na gôndola do supermercado e governo estuda importar grão para conter inflação

Publicado em 05/06/2013 19:09 e atualizado em 05/06/2013 19:43 861 exibições
Feijão: Para conter a inflação, governo pretende importar produto para abastecer o mercado interno. O problema é que variedade como o carioca é produzida somente no Brasil e não tem incentivo governamental para manter a produção suficiente ao consumo. O resultado são altas para o consumidor final.

Para conter a subida no preço dos alimentos, entre eles o feijão, o governo avalia importar o produto, disse o ministro da Agricultura Antônio Andrade. Segundo ele, o governo tentará manter o preço ao consumidor por aumento na produção ou por garantia de preços mínimos ao produtor, incentivando o plantio.

No entanto, o que o governo parece não enxergar, é que a produção brasileira, principalmente de variedades como a do carioca, só é produzida no país e, para reduzir os custos, seria melhor incentivar a produção interna, uma vez que ela vem caindo por conta de informações excessivas de safra divulgadas pelo Ministério da Agricultura (Mapa), afirmou o consultor da Correpar, Marcelo Lüders.

Vale lembrar que o consumo interno no Brasil é de cerca de 700 mil toneladas de feijão carioca, não há produção suficiente fora do país para abastecer o mercado. O consultor avalia que uma alternativa para conseguir importar é a retirada do imposto de importação, atualmente de 10%.

Por outro lado, Lüders afirma que ainda não há espaço para a queda dos preços do feijão carioca, uma vez que a oferta está pequena, mas que, entre os meses de agosto e setembro, quando o plantio da produção irrigada começar a ser colhido, poderá haver pressão nas cotações. E alerta que os problemas internos devem continuar até o final deste ano.

 

Por:
João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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