DA REDAÇÃO: Mercado interno acompanha altas do milho na Bolsa de Chicago

Grãos: Mercado climático está mais nervoso do que o normal. Plantio está atrasado nos EUA e a produção da nova safra ainda é uma incógnita. No Brasil, preços acompanham Chicago e sobem tanto para a soja, quanto para o milho.
Publicado em 06/06/2013 18:58 | Atualizado em 06/06/2013 19:34

O plantio de soja e milho nos EUA este ano se dá em condições climáticas delicadas, com muito frio e muita chuva, o que tende a tornar o tradicional mercado de clima, que acontece de meados de junho a agosto, mais nervoso do que o normal. Agora deve começar algum prêmio climático embutido nas cotações de ambas as culturas.

Os produtores de soja vivem uma situação mais confortável, com um quadro global apertado que reflete em preços mais firmes. Já a situação do milho é mais complicada, os produtores de baixa produtividade terão um ano difícil frente a super safra de milho brasileira e se não houver uma grande frustração na safra de milho dos EUA . Porém, segundo Anderson Galvão, Analista da Celeres Consultoria, uma preocupação para soja e milho são os custos de produção, principalmente com mão de obra e energia. “Isso tem comprometido bastante, então o agricultor deve ter cautela no planejamento da safra 2013/14”, completa Galvão.

As recentes altas na Bolsa de Chicago estão refletindo em preços mais firmes no mercado interno, no entanto a grande safra de inverno ainda não entrou no mercado, quando isso acontecer a situação será mais delicada. A safra de inverno deverá atingir 42 milhões de toneladas, o que torna o mercado extremamente dependente de um bom fluxo para as exportações.

Nesta quinta-feira (6) o milho fechou cotado a R$ 23,20/saca em Cascável (PR). Em Cândido Mota (SP) o preço foi de R$ 25/saca. Ao longo da última semana houveram altas de até R$ 1,50 em algumas praças.

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