DA REDAÇÃO: CBOT – Tendência é de volatilidade para o mercado da soja
No pregão regular desta terça-feira (11), os futuros da soja registram altas de dois dígitos na Bolsa de Chicago. Por volta das 15h40 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam ganhos entre 10,75 e 30,25 pontos. Os futuros do milho e trigo também trabalham do lado positivo da tabela.
Segundo o economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, ainda é difícil apontar a direção dos preços futuros. E a tendência é de volatilidade para o mercado da soja. Os estoques norte-americanos ajustados frente a uma demanda pelo produto que permanece aquecida continuam exercendo influência no mercado de commodities agrícolas.
Além disso, os prêmios nos interior dos EUA seguem em níveis historicamente altos, situação que também reflete em Chicago. “E também temos a indústria norte-americana, por conta da retomada das compras de farelo, principalmente das indústrias de suínos e aves”, explica o economista. A China ainda indicou que irá importar 7 milhões de toneladas de soja no mês de junho.
Por outro lado, o plantio da nova safra norte-americana permanece atrasado. Segundo o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) o plantio da soja está concluído em 71% da área projetada. O número é menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, de 97% e a média dos últimos cinco anos, de 84%.
No caso do milho, o órgão norte-americano apontou a semeadura em 95% da área estimada. Em igual período do ano anterior, o plantio já havia sido concluído. E a média dos últimos cinco anos é de 98%.
Nesta quarta-feira (12), o USDA deve divulgar novo relatório de oferta e demanda. Ainda de acordo com o economista, o mercado espera um ajuste em relação à safra passada dos EUA. E certo aumento na área de soja e redução na área de milho nesta temporada. “Também devem indicar certa redução na produtividade do milho, situação que dará implicações nos estoques finais do cereal”, sinaliza Motter.
Já o mercado do milho passa por um momento semelhante ao mercado da soja. O mercado dependerá do desenvolvimento da safra norte-americana, conforme alerta Motter. “Ainda teremos dentro da volatilidade, momento muito importante para os produtores participarem e venderem a safrinha brasileira, cuja colheita começa nos próximos dias”, diz o economista.
Mercado interno – Os preços da soja disponível no mercado interno brasileiro seguem firmes. A saca da oleaginosa é comercializada entre R$ 68,00 e R$ 68,50 no Porto de Paranaguá. No Porto de Rio Grande, a saca do produto é negociada entre R$ 70,00 e R$ 71,00. A safra atual é vendida a R$ 68,00 em Paranaguá. “Além do câmbio, os transtornos logísticos também impedem uma melhor formação dos preços no interior”, destaca o economista.
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