DA REDAÇÃO: Soja – Diante dos estoques apertados nos EUA, mercado deve encontrar suporte no curto prazo
Os futuros da soja e do milho operam do lado negativo da tabela no pregão regular desta quinta-feira (13). Por volta das 15h20 (horário de Brasília), as principais posições de oleaginosa registraram perdas entre 16,00 e 24,25 pontos na Bolsa de Chicago. Segundo o analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka, o relatório de oferta de do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado nesta quarta-feira (12), foi morno para o mercado da soja.
“Esse é um relatório que não tem tanto impacto no mercado. E o relatório mais importante será divulgado no final do mês, com números de produção, produtividade e área de plantio. Ontem, o USDA cumpriu tabela, escolheu ser conservador em algumas estimativas”, acredita Dejneka.
Além disso, o analista destaca que as quedas no contrato de julho/13 são decorrentes de uma realização de lucros em curto prazo. No entanto, o vencimento deve encontrar sustentação nos estoques norte-americanos apertados. “Acredito que as baixas fortes serão compradas, assim como, as fortes altas serão vendidas no contrato julho”, explica.
Paralelo a esse cenário, o USDA estaria estimando um pouco os números de exportações e importações dos Estados Unidos para o próximo ano, na visão do analista. Diante deste quadro, Dejneka sinaliza que o momento é favorável para que os produtores rurais comecem a participar do mercado.
Milho – No mercado do cereal, o analista diz que a grande safrinha brasileira poderá fazer com a demanda migre para o país, como aconteceu no ano passado. Essa situação poderá pesar sobre os preços futuros em Chicago, da mesma forma como a expectativa de uma safra recorde nos EUA.
“Não existe uma prova ou correlação de redução de rendimento e atraso no plantio, o que forma a safra nos EUA é o clima entre os meses de julho e agosto. O início da semeadura norte-americana foi difícil, mas os produtores do país irão conseguir plantar área suficiente de milho e soja. A umidade no solo deverá ajudar o cereal e se a safra norte-americana vier boa, os preços no segundo semestre poderão ficar mais baixos”, relata Dejneka.
Trigo – No momento, o trigo não tem fundamentos necessários para se tornar um líder de movimento no mercado, conforme acredita o analista. “Este ano o trigo será mais seguidor do que qualquer outra coisa, e se os preços do milho cair os do trigo também devem cair”, finaliza o analista.
0 comentário
SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família