DA REDAÇÃO: Café: Com os baixos preços do grão, cafeicultores trabalham no vermelho

Publicado em 20/06/2013 13:44 e atualizado em 20/06/2013 16:34 793 exibições
Café: Agricultura familiar não consegue mais sobreviver da cafeicultura, de acordo com pecuarista, que também cultiva café. Início da safra se encontra complicado. Setor precisa de suporte por parte do Governo. Atuais patamares de preços não são suficientes para manter as vendas de grão.

Na sessão desta quinta-feira (20), as cotações futuras do café, negociadas na Bolsa de Nova York, operam do lado negativo da tabela, com perdas expressivas. Os principais vencimentos da commodity exibem quedas entre 550 e 590 pontos. O recuo é decorrente do mau humor do mercado financeiro e da expressiva alta do dólar, que era cotado a R$ 2,26.

Já, no mercado brasileiro, os produtores rurais seguem amargando prejuízos com baixos preços do grão. Segundo o cafeicultor, Jayme Santos Miranda, a aprovação de recursos para o Funcafé, anunciadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) não deve amenizar a crise que o setor enfrenta.

“Se o dinheiro demorar não irá adiantar. Temos o início de uma safra complicada, com chuvas que prejudicaram a qualidade do grão tanto em Minas Gerais como em São Paulo. E se não tiver um suporte urgente a safra será queimada. Pessoal está colhendo o café e vendendo da mão-pra-boca”, explica o produtor.

No sul de Minas Gerais, os pequenos produtores rurais estão no limite da atividade, uma vez que a mão-de-obra é escassa e os preços da saca do grão estão baixos. “Dessa forma, não terão lucro, estão na atividade trabalhando no vermelho. Tem que ter uma cafeicultura moderna, para vislumbrar um horizonte, caso contrário está fora do mercado”, finaliza Miranda.

Por:
João Batista Olivi/Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas

1 comentário

  • miguel moura abdalla piraju - SP

    PEQUENOS PRODUTORES DE CAFÉ ESTAM EM SITUAÇÃO DE DESESPERO

    Se o governo desse país não tomar uma atitude urgente em relação ao pequenos produtores de café e cafeicultores familiares que empregam 80% dos oito milhões de emprego da cafeicultura que é de classe pobre ,é mais um manifesto na agenda do governo a acontecer, o cafeicultor vai apé, pois não tem nem $3,20 e nem $3,00 para pegar o circular.

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