DA REDAÇÃO: Soja se recupera e encerra em alta na Bolsa de Chicago

Soja: cotações em Chicago se recuperam e encerram positivas para o grão. Demanda aquecida no curto prazo nos EUA volta dar suporte aos preços.
Publicado em 24/06/2013 18:20 | Atualizado em 24/06/2013 19:39

Nesta segunda-feira (24) as cotações para o milho e o trigo encerraram em baixa na Bolsa de Chicago, já a soja se recuperou, fechando em alta. O vencimento julho terminou com 20 pontos de alta, acima de US$ 15 por bushel.

De acordo com a Analista da Agrinvest, Nicole Brum, com um estoque remanescente apertado e com a divulgação do relatório de estoque na próxima sexta-feira (28), o mercado deve trabalhar algumas posições para se preparar. Além disso, o mercado físico continua firme, o que reflete nas cotações. “Os primeiros vencimentos devem continuar sustentados e é uma boa oportunidade de compra porque a situação de estoque ainda continua bastante apertada”, diz Nicole.

A demanda tem se mantido firme, mas como os estoques estão baixos o mercado terá que racionar a soja subindo os preços. “Se o vencimento julho está com uma cotação na casa dos US$ 15,40 por bushel e em agosto ainda não deve ter soja no mercado devido ao atraso, esse contrato também tem potencial para chegar aos níveis de US$ 15,40 por bushel, já que a soja norte-americana deve pressionar o mercado apenas em meados de outubro e novembro”, afirma Nicole.

Porém, o contrato novembro não deve subir muito porque os preços serão pressionados pela safra de soja dos EUA que, apesar do atraso, e da possível queda na área de plantio, deverá ser compensada por uma produtividade favorável, devido às boas condições climáticas.

Nicole aconselha aos produtores que ainda têm soja guardada e pretendem ver até onde o mercado vai chegar para que não esperem muito para vender porque o pico de preço para os vencimentos julho e agosto devem ser vistos em, no máximo, 1 mês , e depois os preços devem cair. Pra quem ainda não plantou, mas já pensa em comercializar a safra 2014 este é um bom momento para isso porque os preços estão em uma condição privilegiada.

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