DA REDAÇÃO: Apesar da expectativa de pressão nos preços, cotação dos principais contratos da soja sobem em Chicago

Grãos: Cotações tem dia de alta na Bolsa de Chicago, onde mercado volta a focar fundamentos de oferta e demanda, além da nova safra dos EUA. No Brasil, preços no interior são favoráveis a negociação tanto para soja quanto para o milho que enfrenta chuvas em importantes regiões produtoras de safrinha.
Publicado em 25/06/2013 19:04 | Atualizado em 25/06/2013 19:45

Apesar das perspectivas de consultorias privadas de baixa para os preços da soja já no segundo semestre deste ano, os contratos futuros da oleaginosa se sustentaram com altas na Bolsa de Chicago, em seus principais vencimentos. Os fundamentos de curto prazo, onde a oferta muito apertada nos Estados Unidos frente a uma demanda ainda aquecida, principalmente por parte da China, continuam dando suporte aos preços.

Segundo consultor de mercado, Vlamir Brandalizze, mesmo com a possibilidade de recomposição dos estoques mundiais, o mercado futuro vem subindo nas últimas sessões, acompanhando os fundamentos, mesmo com vendas paralisadas em países como Brasil e Argentina. O foco do dia também foi o anúncio do governo do Canadá de reduzir a produção de óleo de canola, onde o país e o maior produtor do mundo. 

No Brasil, o consultor que vem acompanhando o desenvolvimento das lavouras pelo país, afirma que o excesso de chuvas em Mato Grosso podem atrasar o processo de plantio do milho safrinhas, mas que no Paraná, poderá comprometer a qualidade do cereal. Mesmo assim, com maior área plantada, o Brasil deverá colher uma segunda safra de milho em volume recorde. 

Para os negócios, a valorização do dólar frente ao real, somado aos bons patamares de preços em Chicago tem possibilitado que o produtor brasileiro fixe negócios futuros. Brandalizze lembra que o momento é oportuno, visto que haverá crescimento em produção na próxima na próxima temporada do Brasil. 

 

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