DA REDAÇÃO: FPA comemora garantia de que governo vai considerar títulos de propriedades de terras em áreas indígenas

Ministro Gilberto Carvalho garante que governo vai considerar títulos de propriedades em áreas indígenas de todo o país. Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) comemora avanço e espera o fim da insegurança jurídica no campo.
Publicado em 26/06/2013 19:06 | Atualizado em 26/06/2013 19:39

O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, garantiu hoje (26), em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, que o governo vai considerar os títulos de propriedade de terra em áreas indígenas emitidos pelos governos federal e estaduais, desde que não haja contestação judicial à legalidade dos documentos. O ministro foi convocado há duas semanas para falar sobre conflitos indígenas no país.

Para o deputado federal do PMDB/SC e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuára (FPA), Valdir Colatto, a reunião desta quarta-feira já é comemorada pelo grupo, uma vez que este é um novo e importante passo para continuar a luta dos produtores rurais contra as demarcações de terras indígenas feitas pela Funai. 

Na audiência, Carvalho defendeu também o respeito ao direito de propriedade e cobrou a publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as condicionantes do julgamento da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Segundo ele, isso contribuirá para a solução de uma série de problemas relacionados à demarcação de terras no país. Colatto afirma que o decreto deve sair já no mês de julho.

O deputado explica que um novo grupo também será formado para trabalhar junto da Funai no processo de reconhecimento e demarcações de terras indígenas, com legitimidade. Para os pequenos produtores, esse avanço poderá trazer mais tranquilidade para a produção agrícola e paz no campo. 

“O setor produtivo precisa e vai exigir do governo que ele dê segurança jurídica às terras que são denominadas indígenas, de um conflito que tem que ser resolvido, pois é uma questão de estado”, afirma o representante da FPA.

 

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