DA REDAÇÃO: Após reunião da Comissão de Agricultura com o Ministro Gilberto Carvalho, produtores estão esperançosos

Publicado em 26/06/2013 19:13 e atualizado em 26/06/2013 20:42 706 exibições
Produtores presentes em audiência pública com ministro Gilberto Cardoso esperam que governo concretize o reconhecimento dos títulos em terras indígenas de todo o Brasil para continuarem o trabalho no campo em paz.

Nesta quarta-feira (26) ocorreu em Brasília (DF) uma audiência pública da Comissão da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, na qual o Ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República, Gilberto Carvalho, prestou esclarecimentos sobre a questão indígena no país.

O Ministro Gilberto Carvalho afirmou considerar os títulos dos produtores rurais e reconheceu que as terras indígenas no Mato Grosso do Sul (MS) não passam de 2,3%, ao contrário dos 30% afirmados anteriormente. O Ministro disse ainda que pretende indenizar os proprietários no caso de conflito com índios.

O Presidente do Sindicato Rural de Amambaí (MS), Christiano Bortolotto, afirma que é justo o reconhecimento dos títulos pelo governo federal, já que há cerca de 100 o governo incentivou os produtores rurais a ir para a região e agora os títulos têm que valer: “Nós não podemos apenas acreditar que os títulos serão reconhecidos, precisamos saber como isso vai acontecer”.

Bortolotto afirma ainda que se o governo federal quer resolver o problema indígena, ele tem que adquirir terras de quem quer vender: “Tem que ser levado em consideração à ocupação indígena na data da promulgação da constituição e nessa época não havia nenhum conflito ou ocupação indígena no MS, os conflitos foram armados após a constituição, com invasões ilícitas".

Bortolloto acredita que os produtores rurais unidos e mobilizados vão conseguir uma solução para o problema: “Saio da reunião esperançoso porque o trabalho da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) junto à nossa estrutura sindical vem sendo feito de uma forma competente e já conseguimos avanços. Temos promessas, que agora precisam ser concretizadas”.

Por:
João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário