DA REDAÇÃO: Seca no semi-árido baiano impossibilita produção agrícola

Clima: Em Miguel Calmon (BA), na região do semi-árido, chuvas estão paradas desde o mês de fevereiro, dificultando a vida dos produtores. Não há água para as pastagens e plantações de diversas culturas foram bastante afetadas.
Publicado em 27/06/2013 14:06 | Atualizado em 27/06/2013 16:15

Em Miguel Calmon (BA), na região do semi-árido, não chove desde fevereiro. Com a constante seca, mais de 250 municípios já decretaram estado de emergência nos últimos 2 anos.

Com essa situação, o capim não brotou, portanto não há alimento para o gado, e não houve nenhuma produção agrícola, como milho, feijão, mandioca e mamona, culturas que principalmente os pequenos agricultores produzem na região. “Não houve qualquer tipo de produção de sequeiro, apenas em nichos de programas de irrigação agricultores conseguiram produzir em pequena escala”, afirma Humberto Miranda Oliveira, Presidente do Sindicato Rural de Miguel Calmon (BA).

O que mais aflige os produtores do semi-árido baiano é a possibilidade de quando a próxima seca chegar a situação ainda ser a mesma. “Nós precisamos mudar essa realidade de que a seca é assim mesmo e de que nada pode ser feito, o semi-árido pode ser uma região extremamente viável”, completa Humberto.

A região possui terras boas para plantio e potencial hídrico de reserva, o único problema é a pouca ou má distribuição das chuvas. No entanto, com o uso de tecnologia, a área pode se tornar um celeiro de produção. Os agricultores do semi-árido cobram do governo investimentos a longo prazo para resolver a situação e não apenas programas emergenciais.

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