DA REDAÇÃO: Em curto prazo, cotações para soja na Bolsa de Chicago devem continuar sustentadas
Nesta quinta-feira (11), o USDA divulgou um novo relatório de oferta e demanda que prevê uma grande safra de soja para os EUA e maiores estoques de passagem para o próximo ano.
“Em curto prazo, o foco do mercado agora é o clima, o que está causando uma disputa entre o período seco previsto para semana que vem no cinturão de grãos norte-americano e o relatório do USDA,mostrando os estoques de passagem quase duas vezes e meia maiores do que os estoques deste ano”, afirma Pedro Dejneka, Analista de Mercado da PHDerivativos.
Portanto, o contrato agosto para a soja na Bolsa de Chicago continuará bastante sustentado, mas o contrato novembro pode retrair fortemente nas próximas semanas se o clima não continuar seco e as chuvas vierem após a semana que vem.
O número divulgado pelo USDA para os estoques de passagem de milho em 2014 são praticamente 3 vezes maior do que este ano. Segundo Dejneka, a situação do milho é bem parecida com a da soja: “Os contratos mais próximos de milho continuarão sustentados, porém, para a safra nova, se não houver alguma complicação com o clima e a chuva vier a partir da semana do dia 21 de julho, o contrato dezembro do milho na Bolsa de Chicago terá uma forte retração”.
Dejneka diz ainda que a atual situação climática está longe de ser o que foi o ano passado, já que o clima dos primeiros 3 meses da safra deste ano já foram bastante diferentes. A expectativa é que essa seca não dure muito tempo: “Podemos ter algumas preocupações temporárias, o que é normal porque não se passa um verão inteiro nos EUA sem alguma preocupação com o clima e estamos agora no momento mais crucial do mercado climático, que é da metade de julho a metade de agosto, então o mercado terá bastante volatilidade, mas não é esperado que isso se torne uma tendência de perda”.
A China está importando o maior volume de trigo dos últimos 9 anos, o que deve continuar sustentando o mercado em curto prazo, mas o foco logo retornará para os fundamentos em longo prazo, que devem seguir o milho.
O Analista Pedro Dejneka, aconselha os produtores rurais que ainda têm soja da safra velha para vender que aproveitem os atuais preços do dólar e de Chicago e realizem as vendas, mas, para aqueles que ainda querem esperar um pouco mais não há problemas, já que dificilmente o contrato agosto vai despencar porque a situação em curto prazo ainda é apertada.
Em longo prazo, com o clima normal, quando as cotações do vencimento novembro estiverem acima de US$ 12,50/bushel, o momento é bom para comercialização. O USDA divulgou hoje (11) uma média de preços para a soja na fazenda norte-americana em 2014 com preços entre US$ 9,75/bushel e US$ 11,75/bushel, ou seja, se não ocorrer problemas climáticos, os valores da soja vão cair mais para frente. Então o melhor para o produtor é não esperar esse momento, vendendo aos poucos e travando um pouco de lucro para a safra nova.
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