DA REDAÇÃO: USDA divulga novo relatório sem grandes novidades

Grãos: USDA projeta safra dos EUA recorde tanto para a soja quanto para o milho, mas estoques finais ainda são baixos, podendo dar sustentação às cotações futuras. Para o trigo, com redução na produção, cenário é ainda mais otimista.
Publicado em 11/07/2013 18:54 | Atualizado em 11/07/2013 19:51

Nesta quinta-feira (11), o USDA divulgou um novo relatório de oferta e demanda, porém não trouxe grandes novidades, apenas alguns ajustes em estoques de passagem e em produção.

O mais importante foi a projeção de uma safra de soja recorde, com 93,1 milhões de toneladas. O último recorde havia sido na safra 2009/2010, com 91,4 milhões de toneladas e também a estimativa de uma safra recorde para o milho, que, mesmo com pequenos ajustes para baixo, ainda fica com uma produção de 354,3 milhões de toneladas, enquanto a maior safra da história havia sido a de 2009/2010, com 332 milhões de toneladas.

Além disso, houve um grande aumento nos estoques de passagem de 2013/2014 para a soja e milho. Enquanto para o trigo, o maior destaque foi a redução dos estoques mundiais, o que poderá ajudar a sustentar os preços do milho.

De acordo com o analista de mercado, Carlos Cogo, o mercado para 2012/2013 é altista: “No primeiro contrato para o milho ou soja os preços vão continuar em escaladas fortes. Hoje os traders praticamente ignoraram o relatório e ficaram presos a notícias do início da semana, de que pode haver complicações com temperaturas elevadas nos EUA ainda no mês de julho e também a uma situação de estoque cada vez mais apertado no mercado físico, gerando um prêmio imenso sobre a soja e o milho e isso continuará assim até chegar o momento da colheita, independente do clima favorável ou não. Em longo prazo permanece o que estava previsto, as safras recordes nos EUA devem reduzir os preços”.

Para os produtores de safrinha de milho, a situação começa a melhorar à medida que o governo lança os leilões de Pepro e já anuncia que na sequência fará os leilões de PEP, com isso os preços devem parar de cair no mercado interno.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário