DA REDAÇÃO: Laranja – Com crise no setor, produtores estão erradicando pomares em Itápolis (SP)

Citricultura: Em Itápolis (SP), produtores rurais estão erradicando os pomares, em função da crise no setor. Na região, a caixa de 40.8 kg é negociada entre R$ 6,00 e R$ 7,00, enquanto que os custos de produção giram em torno de R$ 12,00. Sem o apoio do Governo, a expectativa é que mais citricultores deixem a atividade.
Publicado em 18/07/2013 11:36 | Atualizado em 22/07/2013 17:10

Diante dos baixos preços da caixa de laranja e os altos custos de produção, os produtores de Itápolis (SP) têm erradicado os pomares. Atualmente, a caixa de 40.8 kg da fruta é negociada entre R$ 6,00 e R$ 7,00, enquanto, os custos giram em torno de R$ 12,00.

O produtor rural, Luiz Antônio da Cunha, que já erradicou 90% do pomar, afirma que os produtores que não deixarem a atividade irão ter prejuízos ainda maiores. “Estou na atividade desde 1972, tivemos bons tempos com preços melhores e menos pragas. Mas as indústrias cresceram e os produtores diminuindo”, diz.

O setor já enfrentou uma crise entre os anos de 1999 e 2000, no entanto, os custos eram menores naquela época, conforme destaca o produtor. “Uma crise como essa nunca tivemos, não temos preços, temos que produzir e não temos condições. O governo não nos deu nenhum amparo e não se preocupou em regulamentar o setor e trazer algum tipo de segurança para o setor”, acredita Cunha.

Frente a esse cenário, os grandes citricultores que erradicaram os pomares, estão investindo no plantio de outras culturas como a cana-de-açúcar. Por outro lado, os pequenos produtores estão arrendando as propriedades ou semeando milho e pimentão. A crise na atividade também afeta a economia da cidade.

O município de Itápolis, já foi considerado o maior produtor mundial de citros, há alguns anos havia mais de 14 milhões de pés de laranja na cidade, destaca o produtor. Entretanto, hoje há cerca de 4 milhões de pés, mas a expectativa é que esse número caia pela metade nos próximos anos.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Receba em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Seguir canal

0 comentário