DA REDAÇÃO: Chicago – Firmeza no mercado físico norte-americano sustenta preços da soja no curto prazo

Grãos: Movimento é relativamente fraco na Bolsa de Chicago. Grãos operam sem direção nesta sexta-feira (19). Expectativa de boas chuvas para a próxima semana nos EUA colabora para a instabilidade do mercado. Dólar desvalorizado em relação ao euro, acaba impulsionando preços das commodities.
Publicado em 19/07/2013 13:31 | Atualizado em 19/07/2013 15:35

No pregão regular desta sexta-feira (19), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam do lado positivo da tabela. Por volta das 14h40 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam ganhos entre 8,25 e 21 pontos, o contrato agosto/13 era cotado a US$ 14,90/bushel. No mesmo período, os futuros do milho trabalhavam próximos da estabilidade, enquanto que os do trigo apresentavam altas entre 4,75 e 8 pontos.

O analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, explica que o mercado interno norte-americano permanece firme, fator que contribui para sustentar as cotações na CBOT no curto prazo.  Além disso, as previsões climáticas indicam boas chuvas para o meio-oeste nos EUA a partir da próxima semana. “Então, os mercados ficam indecisos entre a safra velha e safra nova”, afirma.

Outro fator que também exerce influência positiva nas cotações nesta sexta-feira é a desvalorização da moeda norte-americana frente a outras moedas, inclusive o euro. “Essa situação ajuda os preços das commodities a subir e não ficar tão pressionado. Esse também é um ingrediente importante hoje, já que contribui para sustentar as cotações”, ressalta o analista.

Mercado interno – As previsões indicando geadas em importantes regiões produtoras de grãos no Brasil a partir da próxima semana já preocupa os produtores rurais. No PR, o evento poderá afetar severamente as lavouras de trigo, que podem não resistir a mais uma adversidade climática, segundo relata o analista.

“A geada também pode atingir as lavouras de café no Sul de Minas Gerais, é possível que na próxima semana os preços tenham uma alta, em função dessa situação. Já o milho, que está em fase final de maturação, não deve ser também afetado pelo evento”, destaca Molinari.

Ainda sobre o mercado do milho, o analista sinaliza que a safrinha brasileira deverá totalizar 45 milhões de toneladas e que apenas 25% da produção foi colhida até o momento. “Teremos a colheita do cereal sendo contida devido à falta de espaço nos armazéns, a velocidade nos secadores e os embarques nos portos, que seguem atrasados. Essa entrada da safrinha em julho, agosto e setembro, continua sendo um fator de pressão nas cotações do milho no mercado interno”, diz o analista.

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