DA REDAÇÃO: Entrada das safras de feijão carioca de MG, GO e BA pressionam mercado
A safra de feijão carioca da zona da mata da Bahia (BA) somada às safras de Minas Gerais (MG) e Goiás (GO) começam a pressionar o mercado para baixo, com preços menores até agosto. No entanto, de outubro a dezembro os preços devem voltar a subir devido à demanda aquecida.
A previsão de tempo frio esta semana em diversas regiões do país não devem trazer prejuízos aos produtores de feijão carioca, pelo contrário, em algumas áreas o frio pode ajudar a minimizar a incidência da mosca branca durante o verão. De acordo com o analista de mercado, Marcelo Lüders, se essa praga continuar prejudicando as lavouras, a produtividade pode diminuir, aumentando os custos de produção: “A Embrapa e outras empresas que estão organizadas para combater a mosca branca alertam sobre a importância de um vazio sanitário, uma vez que a praga poderá ser um problema para a produção de feijão mais uma vez”.
Feijão Preto: A importação da China só é permitida até o dia 30 de novembro com o abatimento dos 10% do imposto de importação. Se os produtores da região sul do Paraná (PR), de Santa Catarina (SC) e do Rio Grande do Sul (RS) plantarem feijão preto, é possível que a importação chinesa diminua no próximo ano. Porém, se os agricultores migrarem para a soja, a importação da China continuará, inclusive durante a safra brasileira. Lüders afirma que o mais preocupante é transferir para a China a dependência da produção de feijão preto: “Precisamos de mais políticas que estimulem a produção, além do preço mínimo de R$ 105,00/saca”. No entanto, Lüders ainda acredita que os produtores possam plantar feijão preto na primeira safra e obter uma boa remuneração.
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José Roberto de Menezes Londrina - PR
O feijão de Minas Gerais não dá para o tutu mineiro. Não deverá abastecer o consumo do virado paulista e muito menos o do farofado nordestino.