DA REDAÇÃO: Soja – Com oferta escassa nos EUA, cotações futuras registram altas expressivas em Chicago

Grãos: Escassez de soja nos EUA dá sustentação aos preços futuros na Bolsa de Chicago. Chuvas no final de semana no país vieram abaixo do esperado pelo mercado e o USDA pode apontar ligeira piora nas condições das lavouras norte-americanas no relatório desta segunda-feira (22).
Publicado em 22/07/2013 13:30 | Atualizado em 22/07/2013 16:31

No pregão regular desta segunda-feira (22), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com altas expressivas. As principais posições da commodity registravam entre 29,50 e 11,50 pontos de ganhos, por volta das 15hh35 (horário de Brasília). Em contrapartida, os futuros do milho e do trigo trabalham do lado negativo da tabela, e no mesmo período, exibiam perdas entre 3,25 e 4,75 pontos, respectivamente.

O analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka, explica que os contratos mais curtos são suportados pela escassez de produto nos Estados Unidos. Apesar das cotações mais elevadas, o contrato agosto era cotado a US$ 15,29/bushel na sessão de hoje, preços entre US$ 15,20 e US$ 15,50 poderão ser vistos como oportunidades de vendas.

“Mercado físico norte-americano tem a situação apertada e sustenta as cotações em curto prazo, mas também atrai especuladores, pessoal que entra comprando com quedas entre 0,20 e 0,30 cents no contrato de agosto/13 acaba vendendo quando os preços sobem. Os preços devem continuar sustentados, mas também há potencial para realizações de lucros”, afirma o analista.

Paralelo a esse cenário, o analista destaca que as chuvas no final de semana no EUA ficaram abaixo do esperado pelo mercado. Diante desse cenário, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) deve reportar uma ligeira piora nas condições das lavouras tanto de soja como de milho do país.

Na visão do analista, as áreas semeadas que apresentam certa indefinição estão cada vez menores. Entretanto, o mercado é míope e não observa a situação a longo prazo, mas apenas no curto prazo. “Porém ainda temos uma área no estado de Iowa na parte oeste, que preocupa os produtores e também na parte central de Illinois e o clima será decisivo para os próximos dez dias, especialmente para o milho”, diz o analista.

Ainda no mercado do milho, apesar da situação dos estoques também ser ajustada nos Estados Unidos, as cotações são pressionadas negativamente pelo início do programa de exportação do milho brasileiro neste mês, conforme sinaliza Dejneka.

Trigo – As previsões climáticas no Brasil indicando geadas em importantes regiões produtoras do cereal, como o estado do Paraná, não devem trazer uma nova tendência de alta para os preços internacionais. O analista ainda orienta que os produtores devem estar atentos a situação de clima nos EUA, já que com clima normal a safra deverá ser uma grande produção. “E as altas no trigo devem ser vistas como oportunidade de venda”, relata o analista.

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