DA REDAÇÃO: Frio intenso no RS não deve prejudicar a agricultura

Publicado em 24/07/2013 10:08 e atualizado em 24/07/2013 12:15
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Ao contrário dos demais estados, geadas que chegaram ao Rio Grande do Sul na madrugada desta quarta-feira (24) beneficiam as lavouras já que as culturas de inverno estão em pleno desenvolvimento. Frio intenso tem sido positivo para culturas como trigo, uva e maçã, além de acabar com pragas de insetos como o pulgão, por exemplo.

No Rio Grande do Sul (RS), há 3 dias ocorrer um frio intenso, mas comum para essa época do ano. A maioria das culturas de inverno, como o trigo, a cevada e o centeio estão em pleno desenvolvimento nesse momento e são beneficiadas com o frio, assim como a fruticultura, que precisa de uma determinada temperatura baixa para trazer bons frutos no verão.

Já a olericultura pode ser prejudicada, principalmente a produção que se encontra em céu aberto. Porém, a maioria da produção comercial de olerícolas no estado é protegida e, portanto, não terá perdas.

Segundo o Gerente Técnico da Emater, Dulphe Machado Neto, do ponto de vista geral a situação é normal no estado: “Há um frio intenso, mas que não trará grandes conseqüências para a agricultura, uma vez que os produtores já esperam o frio nessa época do ano e são prejudicados apenas com o frio fora de época, como em setembro e outubro, quando as lavouras de verão estão sendo plantadas”.

No entanto, nos vales e na região litorânea do RS, onde se cultiva banana e abacaxi, pode haver o atraso no desenvolvimento dessas culturas, o que poderia prejudicar a produção, assim como na citricultura, que está iniciando a colheita. Porém, os prejuízos poderão ser mesurados apenas em uma semana ou 15 dias.

Se o frio persistir na próxima semana, como indicam as previsões meteorológicas, poderá ser benéfico para o controle de insetos, com uma quebra de populações importante para as lavouras de verão.

Dulphe orienta aos produtores que se protejam, principalmente os pequenos agricultores, e afirma que a Emater está à disposição para orientá-los.

Por: Carla Mendes e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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