DA REDAÇÃO: Royalties – Produtores que assinarem acordo com a Monsanto terão bônus de R$ 18,50/ha nas próximas quatro safras

Publicado em 25/07/2013 14:14 e atualizado em 25/07/2013 17:28
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Royalties: Acordo foi assinado por vários sindicatos de MT, mas alguns sindicatos não concordaram. Este modelo determinado pelo Mato Grosso deve ser implantado também nos outros estados. Caso produtor não concorde, ele poderá fazer uma demanda judicial. Segundo representante da empresa, preço foi negociado para criar uma base para que produtor reconhecesse importância da tecnologia e pagasse por esta tecnologia.

A Famato, Monsanto e Sindicatos Rurais do Mato Grosso chegaram a um acordo sobre o pagamento dos royalties da tecnologia RR1. Os produtores rurais que assinarem o contrato terão um bônus de R$ 18,50 por hectare pelas próximas quatro safras e pagarão R$ 96,50/ha pelo uso da tecnologia. Em contrapartida, os agricultores que não aceitarem o acordo terão que pagar R$ 115,00/ha.

O diretor de Estratégia e Gerenciamento de Produção da Monsanto, Márcio Santos, explica que o valor de R$ 115,00/ha, divulgado em abril de 2012, após diversas discussões com entidades do setor é baseado nos três benefícios que a tecnologia proporciona os produtores rurais. A tecnologia aumenta a produtividade das lavouras, o que segundo o diretor foi comprovado nas últimas duas safras em 1.500 campos, com uma produtividade média de 6.4 sacos por hectare.

Além disso, a tecnologia contribui com o controle das quatro principais lagartas da soja, lagarta da soja, falsa medideira, broca das axilas, lagarta da maçã e também ajuda no combate da Helicoverpa e lagarta elasmo. E a tecnologia também traz o benefício da tecnologia RR, conforme destaca o diretor.

“O acordo foi uma maneira de estabelecer que o Brasil se torne um país para lançamento de tecnologia. O país é um importante mercado de soja no mundo e precisava criar uma base onde o produtor reconhecesse a importância da tecnologia e se dispusesse a pagar pelo investimento da tecnologia e foi aqui que começou o acordo”, afirma Santos.

Ao longo dos últimos 12 meses, a empresa juntamente com as entidades representantes dos produtores construíram um documento chamado declaração de princípios, que reconhece a propriedade intelectual e acerta o pagamento a cada uso da tecnologia, segundo relata o diretor.

“Discutimos neste momento, a alternativa para os produtores que quisessem parar de discutir a RR. E chegamos a R$ 18,50 por hectare, para estimular esse produtor e, com isso, damos esse bônus aos produtores nas próximas quatro safras e o produtor pode plantar a Intacta com esse benefício”, diz Santos.

Ainda na visão do diretor da empresa, os produtores têm a opção de utilizar a tecnologia ou não, já que no mercado é possível encontrar mais de 300 variedades disponíveis no mercado entre convencionais e transgênicas. Por outro lado, os agricultores que assinarem o acordo com a Monsanto irão ter que abrir mão dos valores cobrados pela empresa desde 2010. No entanto, a patente da tecnologia já teria vencido, conforme acreditam os agricultores e lideranças do setor.

“Somos a empresa das opções, o produtor tem duas opções, se quiser plantar a Intacta, mas não quiser encerrar as discussões anteriores podem cultivar a tecnologia e pagar R$ 115,00 ou para o agricultor que está interessado em finalizar a discussão anterior oferecemos o bônus de R$ 18,50 por hectare, mas a decisão é de cada produtor”, sinaliza o diretor.

O acordo entre a Monsanto e os Sindicatos Rurais de MT e Famato é válida para todo o país. Todos os produtores terão acesso à mesma política comercial e vão poder plantar a Intacta nas condições divulgadas pela multinacional.

 

Por: João Batista Olivi// Kellen Severo//Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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