DA REDAÇÃO: Soja busca consolidar alta em Chicago nesta sexta-feira, após perder muito durante baixas da semana

Publicado em 26/07/2013 17:32 e atualizado em 26/07/2013 18:54
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Soja: mercado retoma movimento de alta após 3 sessões com fortes recuos em Chicago. Exceção apenas para o primeiro vencimento, que ainda continua pressionado pela redução na demanda do mercado físico norte-americano.

Após três sessões consecutivas com fortes altas, o mercado futuro da soja terminou a semana tentando consolidar uma recuperação na Bolsa de Chicago. Os movimentos no mercado internacional foram menos intensos do que os registrados ao longo da semana, porém, os preços operaram, durante quase todo o dia, em busca de uma direção mais definida.  As cotações dos principais vencimentos fecharam a sessão regular com preços predominantemente do lado positivo da tabela, com queda pouco mais de 5 pontos apenas para o primeiro vencimento, agosto/13, e altas de 4,75 a 8,50 pontos para os demais. 

De acordo com o consultor de mercado da FCStone, Glauco Monte, o contrato agosto ficou em destaque, precificando o mercado físico dos Estados Unidos, quando perdeu até 50 cents por bushel.  O movimento foi de vendas por parte dos produtores do que ainda resta da safra velha de soja pesou sobre o mercado físico do país, causando, implosão dos preços e dos prêmios no mercado interno norte-americano, o que refletiu diretamente nas cotações em Chicago. 

Na opinião do consultor, o movimento foi muito exagerado, visto que o volume aguardado da nova temporada dos EUA ainda não entrou no mercado e tem até três semanas ainda para se definir como uma safra considerada boa. Confirmando o bom andamento, o Departamento de Agricultura do país (USDA) já vem consolidando um desenvolvimento favorável das plantas. 

Por outro lado, informações dão conta que até dois acres por hectare podem ser reduzidos da área inicialmente projetada. Segundo Monte, esse seria um fator que não pressionaria tanto o contrato novembro, aguardado para negociar o volume físico de soja que irá entrar no mercado, proveniente da produção dos EUA.

Além disso, é possível ver ainda que a demanda pelo oleaginosa continua muito aquecida. Nesta sexta-feira (26), o USDA reportou a venda de 220 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2013/14. Para o milho, o departamento reportou a venda de 218,328 mil toneladas para destinos não revelados. 

Para os brasileiros, o consultor avalia que, quem ainda tinha soja disponível, perdeu um patamar importante de preços, acima de US$ 13/bu, mas que, acompanhando o desenrolar das próximas sessões, com influência do mercado climático, ainda pode fixar vendas com rentabilidade.  

 

Por: Aleksander Horta e Juliana Ibanhes
Fonte: Notícias Agrícolas

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