DA REDAÇÃO: Café – Perdas com a geada negra podem chegar a 60% na próxima safra no PR

Publicado em 02/08/2013 16:41 e atualizado em 02/08/2013 18:07
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Café: Em Mandaguari (PR), as perdas com a geada negra podem chegar a 60% na próxima safra. A expectativa é que as lavouras voltem a produzir em 2015. Cerca de R$ 5 milhões vão deixar de movimentar a economia do município. Saca do grão bebida dura é negociada a R$ 260,00 na região, valor que não cobre os altos custos de produção.

Em Mandaguari (PR), as perdas com a geada negra podem chegar a 60% da próxima safra. O evento climático atingiu as lavouras do grão na última semana. O engenheiro agrônomo, Roberval Simões Rodrigues, explica que a geada negra queima a planta tanto na parte externa como na parte interna.

“Tivemos um pouco de sorte de não ter atingido o ramo principal, o tronco, do pé de café, o que vai permitir que a gente renove as lavouras e, provavelmente em 2015 a gente volte a produzir. Em 2014, vamos ter dificuldades em produzir”, explica o engenheiro.

Os prejuízos estimados em cerca de 60% da próxima safra, o equivalente a 20 mil sacas da produção do município, deve ser maior na região. Diante desse cenário, a expectativa é que deixem de ser movimentados na economia local em torno de R$ 5 milhões.

Em contrapartida, a geada negra não deve ter tanto impacto na safra deste ano, já que, grande parte das cultivares é de ciclo precoce e já estavam com o fruto pronto para a colheita. O evento climático atingiu de forma mais severa as cultivares de ciclo mais tardio, que atingiu os grãos verdes, conforme destaca o engenheiro.

“A colheita da região já alcança 50% da área projetada, após um mês de junho bastante chuvoso, agora os produtores rurais conseguem avançar com a colheita. E o rendimento do café é bom”, afirma Rodrigues.

Entretanto, assim como em outras regiões produtoras de café, os preços do grão seguem mais baixos do que os custos de produção. Na região, a saca do grão bebida dura é negociada a R$ 260,00. “Os custos de produção são elevados, os custos com a mão de obra correspondem a 60% dos custos totais. Com essa situação os produtores seguram o café, na esperança de preços melhores”, finaliza o engenheiro.

Por: Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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