DA REDAÇÃO: Soja e milho mantêm tendência de queda nas cotações da Bolsa de Chicago

Publicado em 05/08/2013 10:25 e atualizado em 05/08/2013 12:58
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Grãos: em análise técnica, gráficos indicam tendência de baixa para soja e milho na Bolsa de Chicago para vencimento setembro/13. Para analista, momento é de produtor se manter na defensiva para observar um posicionamento mais definido do mercado e evitar perder dinheiro caso a tendência de preços menores se confirme.

Nesta segunda-feira (5), soja e milho encerraram o pregão eletrônico em baixa na Bolsa de Chicago devido ao clima nos EUA, que segue bastante favorável às lavouras.

De acordo com Antônio Domiciano, da Smartquant Fundos Investimentos, após um grande período de laterização, no qual a soja tentou romper o nível de US$ 15/bushel e US$ 15,50/bushel, o mercado agora tem uma forte queda e está ganhando tendência de venda, podendo atingir preços abaixo dos US$ 13,50/bushel.

“O produtor deve ficar atento porque com preços abaixo do nível atual de US$ 13,30/bushel para o contrato setembro e, principalmente, chegando a cotações de US$ 13,00/bushel, a soja reforça a tendência de venda e tenta cair mais. Em longo prazo a projeção é que os preços atinjam US$ 12,00/bushel e em seguida US$ 11,00/bushel para o vencimento setembro”, afirma Domiciano.

Nas duas últimas semanas, principalmente na semana passada, a soja teve uma forte baixa e, quando o mercado cai dessa maneira, chegando a quase 10% de queda, normalmente a projeção é de mais baixas para as semanas seguintes. Por isso a soja tem tendência de venda nesse momento, acompanhando outras commodities.

O contrato setembro do milho na Bolsa de Chicago, assim como a soja, após um período de laterização está com tendência de queda. No mês passado houve uma queda substancial, de US$ 6,75/bushel para quase US$ 5,00/bushel, uma baixa de mais de 20%.

“Nesse momento o milho trabalha na mínima de US$ 4,66/bushel e também está em tendência de venda. Existe a perspectiva de uma queda maior ainda em longo prazo, chegando a US$ 4,00/bushel e em seguida para o mínimo de US$ 3,00. Isso não deve ocorrer nas próximas semanas, mas é uma tendência de venda que se for desenvolvida tende a caminhar para os US$ 3,00/bushel”, diz Domiciano.

Para esse cenário de baixa nos preços dos grãos ser revertido, o milho tem que subir de 15% a 20% e a soja de 5% a 8%. Porém, enquanto as projeções não se modificam, Domiciano aconselha aos produtores nessa situação a se defenderem vendendo as sacas e evitando perdas maiores mais a frente.

Por: Carla Mendes e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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