DA REDAÇÃO: Demanda por soja não preocupa mercado, que deve manter tendência de baixa na CBOT

Publicado em 05/08/2013 13:33 e atualizado em 05/08/2013 16:04
814 exibições
Grãos: Tendência de preços para a safra nova é baixista, segundo analista. O foco do mercado internacional agora é totalmente a safra nova norte-americana, que só terá melhores preços caso haja um problema climático nos Estados Unidos. Apesar da forte seca na China, demanda continua aquecida.

A safra velha de soja não é mais o foco do mercado, principalmente após as baixas das últimas 3 semanas devido a uma participação dos fundos. Nesse momento, o mercado foca na safra nova, porém a tendência é de queda nos preços, a não ser que o clima nos EUA mude completamente.

Segundo o analista de mercado, Pedro Dejneka, a demanda pela soja não é preocupante, mesmo com a estimativa do USDA de que a China importará 10 milhões de toneladas a mais em 2014 do que em relação a este ano, uma vez que essa demanda já está precificada no mercado.

“Para o contrato novembro da Bolsa de Chicago, enquanto o foco é o clima nos EUA, ainda há bastante espaço para queda nas cotações. Já para os contratos janeiro e março, com a entrada da safra sul-americana haverá novas discussões sobre clima, área de plantio e produção”, afirma Dejneka.

O analista diz que os produtores que não fixaram preços para a soja da safra nova norte-americana no vencimento novembro perderam o melhor momento. No entanto, na América do Sul em relação aos contratos janeiro e março, se durante os meses de outubro a dezembro e início de janeiro houver algum problema climático, o contrato março pode se sustentar, buscando altas com um prêmio de clima. Porém, nesse momento, uma alta nos preços só acontecerá caso aconteça uma quebra na safra sul-americana.

Para os produtores brasileiros que ainda tem soja disponível e aguardam uma melhora nos preços na virada de agosto, Dejenka acredita que poderá haver repiques de altas temporários e esse será um bom momento para vender: “O mercado de commodities agrícolas em Chicago é altamente financeiro, com muito envolvimento de especuladores e eles ainda estão com posições compradas na soja, por isso hoje não existe um motivo para o mercado da safra velha subir muito,  principalmente se os boatos de que a China estaria liberando reservas internas no mercado local forem confirmados. O contrato agosto está em período de entrega e o volume é muito baixo e o contrato setembro está funcionando como o último contrato de safra velha, mas ele é híbrido porque uma parte dele também é de safra nova. Com isso, quem ainda não vendeu a soja da safra velha provavelmente já perdeu a melhor oportunidade”.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Pedro Dejneka, você poderia explicar por que o USDA projeta um estoque de 20 mi de ton de soja para o Brasil, 2013, e a Conab um estoque de 3 mi de ton? Segundo o USDA a Argentina tambèm ficarà com um estoque de 25 mi de ton, isso està correto? Para o Brasil tambèm segundo o USDA, a disponibilidade total de soja para 2014 ultrapassa os 100 mi de ton. È isso mesmo?

    0