DA REDAÇÃO: Desde 1995, produtores rurais aguardam homologação de área no MT
De acordo com a base de dados dos institutos especializados, o Ministério Público Federal (MPF) identificou que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) é o maior desmatador da Amazônia. Até 2020, o instituto deve diminuir em 80% os índices de desmatamento. E daqui a 120, o Incra deverá fornecer a base de dados dos assentamentos ao ministério.
Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itanhangá (MT), um dos maiores assentamentos do estado, Leciano Pedro da Silva, destaca que desde 1995 a área não foi homologada pelo instituto. Diante desse cenário, os produtores não tem acesso a financiamentos.
“Quando o Incra nos assentou a lei era outra, nossa constituição era outra. Não tinha que preservar 80% da área, então o pessoal foi fazendo as coisas para a sua sobrevivência, já que o órgão nos abandonou aqui sem nenhuma assistência técnica, sem orientação. O Ibama só veio aparecer na região depois de 2008 e multando os agricultores”, relata o presidente.
Frente a essa situação, os produtores estão sendo multados e muitos já tiveram a propriedade embargada. O presidente ainda sinaliza, que se o órgão tivesse homologado a área o assentamento não apresentaria problemas ambientais agora. “O produtor tem consciência ambiental, sabemos que tem que preservar. É preciso fazer um estudo de impacto ambiental, o pessoal está há muito tempo, não adianta fazer uma lei de reflorestamento que vai matar todo mundo, já que as famílias vão ficar sem terra para trabalhar”, afirma Silva.
Milho – Na região, os produtores cultivaram a segunda safra de milho. Mas, diferentemente de outras regiões que já estão terminando a colheita da safrinha, muitos produtores do assentamento ainda não colheram a produção, uma vez que não há armazéns na localidade. Os que estão disponíveis cobram em torno de R$ 7,30 a saca do milho.
Já os agricultores que conseguiram colher estão estocando o produto em silos bag. “Os produtores não conseguiram nem fazer um contrato futuro, já que os armazéns não recebem produção de áreas embargadas. E não vem incentivo por parte do Governo, para poder escoar a produção, as estradas da região são escassas, não há infraestrutura”, diz Silva.
0 comentário
SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família