DA REDAÇÃO: Preços da soja dão nova oportunidade para produtores comercializarem

Publicado em 13/08/2013 13:40 e atualizado em 13/08/2013 16:17
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Grãos: Depois dos números divulgados no relatório do USDA, analista acredita que mercado de Chicago dá uma nova oportunidade aos produtores brasileiros. Dados surpreenderam o mercado, mas volume de negócios ainda é pequeno, o que ainda não foi suficiente para puxar os preços do mercado interno.

A maior parte das empresas ainda não repassou os valores que poderiam para o mercado de balcão da soja porque os números divulgados pelo USDA nesta última segunda-feira (12) surpreenderam a maioria dos operadores e o volume de negócios no mercado de lote ainda é pequeno, mas os preços já deveriam estar cerca de R$ 3,00 acima dos valores da semana passada. Esses números já aparecem em Cascavel (PR), onde o ajuste foi de R$ 2,50 e, provavelmente, serão colocados em nível de balcão a partir de amanhã (14), com o produtor recebendo cerca de R$ 2,00 reais acima do valor da última semana.

De acordo com o analista de mercado, Vlamir Brandalizze, as cotações na Bolsa de Chicago estão dando uma nova oportunidade aos produtores brasileiros para fixar os preços da safra nova, uma vez que os valores ainda estão dentro dos patamares para se trabalhar, os quais seriam US$ 11,00/bushel o nível de base mínima e US$ 13,00/bushel o nível de alta na bolsa.

“Os preços estão mais próximos das altas do que das baixas, justamente pelo relatório do USDA, mas ainda tem muito tempo pela frente para definir a safra norte-americana. A partir do mês que vem devem começar a aparecer os primeiros dados sobre o plantio no Brasil e tudo indica que haverá um crescimento de 2,5 milhões de hectares na área de plantio de soja, o que será um fator negativo para as cotações, limitando os ganhos desse momento”, afirma Brandalizze.

Na próxima semana o mercado pode manter os níveis desta terça-feira (13), com o câmbio e as cotações em Chicago favoráveis aos produtores, que podem aproveitar esse momento para fechar os preços e cobrir os custos de produção, uma vez que esse ano o ritmo de comercialização da safra nova está bastante lento. Apenas 25% da safra foi negociada até agora, enquanto o normal para essa época seria 40%.

Milho: A safrinha está se confirmando com números acima do esperado, mesmo com os problemas climáticos que ocorreram, como as geadas e a estiagem, as perdas não foram significativas. Os produtores investiram em tecnologia e isso resultou em uma maior produtividade, com isso há um grande volume de milho e poucos contratos novos estão sendo fechados para a exportação.

Brandalizze diz que o governo tem feito leilões para formar estoques, mas não tem feito leilões de Pepro para exportação e o milho está se acumulando no mercado interno, limitando as cotações. Os níveis de Chicago nesse momento, mesmo com o dólar em alta, ainda não traduzem uma cotação altista.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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