DA REDAÇÃO: Após fortes altas, soja encerra pregão eletrônico da CBOT em baixa

Publicado em 20/08/2013 10:44 e atualizado em 20/08/2013 14:10
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Grãos: Com movimento de realização de lucros, mercado tem dia de baixas na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (20). Porém, preços seguem em cenário de alta, dada as projeções de uma safra menor vinda dos EUA e das condições de clima adverso no país.

Nesta terça-feira (20), soja, milho e trigo encerraram o pregão eletrônico da Bolsa de Chicago em baixa, com o mercado realizando lucros após as fortes altas desta última segunda-feira (19), na qual a soja fechou com altas de mais de 40 pontos.

De acordo com o analista de mercado, Vlamir Brandalizze, o mercado realizou lucros no pregão de segunda (19) e hoje (20) houve uma queda de 1/4 em relação ao pregão diurno de ontem (19): “Esse pregão noturno foi bastante técnico e praticamente não levou em conta o relatório do USDA, que veio com queda na qualidade das lavouras, o que já era esperado, com isso o mercado aproveitou para realizar lucros e o mercado fechou com 8 a 10 pontos de baixa para a soja e de 4 a 5 pontos de queda o milho, o que dá cerca de 25% dos ganhos de ontem (19) liquidados, mesmo assim,  continua com ganhos interessantes nesta semana para os produtores. A queda de hoje (20) não é sinal que o mercado irá para baixo, essa queda foi apenas um movimento técnico e qualquer nova notícia sobre as condições climáticas nos EUA podem trazer uma pressão altista ainda esta semana”.

Neste ano há problemas climáticos nos EUA, não tão graves como no ano passado, porém a soja e o milho terão perdas de produtividade e não devem ter uma safra cheia. No entanto, em setembro começam as primeiras estimativas do plantio na América do Sul, que deve apresentar crescimento nas áreas do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Todo esse volume de crescimento, em condições de clima normal, trará uma safra maior que irá compensar as perdas norte-americanas. Por isso, essa atual fase altista para os preços da soja pode não durar muito, uma vez que parte dos ganhos pode ser perdida quando saírem os dados sobre a safra sul-americana. Porém, o mercado ainda tem espaço para crescer nas próximas duas semanas.

Brandalizze afirma que o melhor momento de preços para a safra 2013/14, que será colhida no Brasil de abril a maio, possa estar ocorrendo este mês porque as cotações nos principais portos estão chegando próximas aos R$ 70,00/saca: “Para os produtores que ainda não fizeram fechamento, já está na hora, principalmente para garantir os insumos, já que os preços atuais podem passar e não voltar mais nesses patamares. A safra nova ainda tem uma comercialização lenta este ano se comparada aos outros anos, então o produtor, para não correr riscos, pode fazer médias”.

Já o mercado do milho tem uma forte demanda mundial, tanto norte-americana, como chinesa, já que o grão saiu de patamares de US$ 7,00/bushel no ano passado para US$ 4,00/bushel a US$ 5,00/bushel este ano, o que é interessante para os importadores. Brandalizze diz que a tendência para os preços não é de baixa daqui para frente, atingindo quedas de, no máximo, US$ 0,70/bushel: “As lavouras dos EUA já estão praticamente definidas e os atuais patamares já estão próximos da média que o mercado deve trabalhar nos próximos meses em torno de US$ 4,00/bushel e US$ 5,00/bushel. O mercado interno teve uma melhora nos preços para exportação nos portos, para cerca de R$ 27,00, e esse valor de exportação deve controlar o mercado brasileiro de agora em diante”.

Por: Carla Mendes e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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