DA REDAÇÃO: Com clima instável nos EUA, soja opera em alta na CBOT

Publicado em 21/08/2013 13:30 e atualizado em 21/08/2013 15:32
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Grãos: Com clima seco no meio-oeste norte-americano, cotações futuras registram mais um dia de alta na Bolsa de Chicago. No mercado nacional, câmbio volta a ganhar força, com maior alta desde 2009. Segundo analista, preços atuais são os melhores de toda a temporada.

Nesta quarta-feira (21), soja e milho operam em alta na Bolsa de Chicago. Nos EUA o cenário continua com o problema de focos de estiagem, inclusive no meio-oeste do país.  Nessa região o volume de chuvas tem sido muito baixo e já se estabeleceu um quadro de estiagem. No Brasil o câmbio volta a ganhar força, atingindo um novo patamar de alta.

No Porto de Paranaguá os preços hoje (21) estão a R$ 74,00/saca para lotes disponíveis e entre R$ 67,00/saca e R$ 68,00/saca para entrega em fevereiro ou março do próximo ano. Esses são os melhores preços de toda esta temporada.

O analista de mercado, Camilo Motter, afirma que as duas principais variáveis que formam o preço interno, a Bolsa de Chicago e o câmbio, estão bastante voláteis, mas com fundamentação para continuar subindo: “Existe a volatilidade porque nos EUA o mercado nesse momento é climático e o câmbio é baseado em ações do governo, com isso também pode haver algum ponto de resistência pela frente”.

Milho: Ainda há dúvida sobre onde os preços podem chegar, uma vez que nos EUA a safra está quase saindo do seu período crítico, embora essa reta final, dado o plantio tardio, também possa sofrer alguma perda em função da estagiem nas regiões produtoras.

Motter diz que como o Brasil exporta milho há uma ação externa influenciando o mercado interno e, sobretudo, a taxa de câmbio também influencia: “Os preços descolaram daqueles níveis baixistas de alguns dias atrás e começaram a reagir de forma tímida, mas já mostrando algum vigor. Do outro lado, existe a retenção do produtor nas vendas, sabendo que o preço pode subir mais e os compradores tentam comprar, mas poucos lotes vem a mercado”.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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