DA REDAÇÃO: Após semana volátil, soja opera em alta na Bolsa de Chicago

Publicado em 23/08/2013 13:29 e atualizado em 23/08/2013 15:06
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Grãos: Futuros da soja operam com altas expressivas na CBOT, em função da possível redução no rendimento das lavouras norte-americanas devido ao clima mais seco. Situação pode afetar as plantações na fase de enchimento de grãos. Mercado consolida os ganhos da semana e o contrato novembro/13 voltou ao patamar de US$ 13/bushel.

Nesta sexta-feira (23), a soja opera em alta na Bolsa de Chicago. Esta semana as cotações ficaram bastante voláteis devido ao mercado climático e hoje (23) consolida os ganhos, com o contrato novembro trabalhando acima dos 13 US$ 13,00/bushel frente a uma possível  redução no rendimento da safra dos EUA devido a um período mais seco no país.

De acordo com o consultor de mercado, Glauco Monte, este é um período crítico para a soja, que teve o seu plantio atrasado e nesse momento está na fase de enchimento dos grãos, precisando de mais chuvas em algumas regiões dos EUA.

As previsões meteorológicas apontam que as próximas duas semanas terão um clima mais seco, o que pode reduzir um pouco o rendimento da safra. Mesmo assim esta safra não será pequena, a não ser que aconteça um grande estrago nas lavouras nas próximas semanas.

Glauco diz que no ultimo mês as vendas de exportações norte-americanas atingiram uma boa média, chegando a 12% do que se espera vender em todo o próximo ano agrícola. Dessa maneira a demanda também está presente ajudando a suportar os preços.

Para os produtores brasileiros, com as cotações em Chicago e alta do dólar, os preços ficaram interessantes no mercado interno, mas quando a safra norte-americana entrar o mercado pode ser pressionado. “Fazer uma média nas vendas é bom, mas se o produtor quiser mais rentabilidade tem que assumir riscos e acertar o momento propício para vender. Eu acredito que pelo menos para cobrir os custos de produção o agricultor deveria vender”, afirma Glauco.

Milho: O grão tem uma situação um pouco mais tranquila em termos de oferta e demanda do que a soja, podendo perder um pouco de rendimento e mesmo assim recompor os estoques. Porém, o milho também foi beneficiado com os aumentos nos preços de Chicago e no dólar, mas, para os produtores brasileiros, devido ao alto custo do frete os preços precisam subir mais para viabilizar as vendas, o que pode acontecer caso a safra norte-americana enfrente algum problema ou se a China ficar mais ativa no mercado internacional.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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