DA REDAÇÃO: Nos EUA, condições das lavouras de soja são piores do que as de milho

Publicado em 28/08/2013 19:08 e atualizado em 28/08/2013 19:49
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Soja: Chicago já precifica a possibilidade de quebra na produção da soja norte-americana com altas expressivas das cotações. Por outro lado, previsão de clima muito quente e seco nos EUA deve favorecer as lavouras de milho e pressionar os preços.

Nos EUA, a situação das lavouras de soja é mais crítica do que as de milho, já que soja reage a uma situação de stress hídrico e teve o plantio realizado mais tarde. O calor e as temperaturas elevadas criaram duas situações distintas nesta quarta-feira (28), provocando alta no preço da soja e baixa no milho porque, nesse momento de fim de ciclo para o milho, o calor é favorável.

“Estamos caminhando para uma safra de soja que ficará abaixo até dos números do Crop Tour divulgados na semana passada, com cerca de 85 milhões de toneladas, número um pouco maior do que em 2012. Os preços devem ficar entre US$ 13,00/bushel e US$ 14,00/bushel, o que é muito bom para os produtores brasileiros e as notícias de seca para primeira semana de setembro garantem que, dificilmente, há chance de recuperação da produtividade da soja nos EUA”, afirma Carlos Cogo, da Consultoria Agroeconômica.

No entanto, mesmo com essas perdas, a situação este ano ainda é muito melhor do que no ano passado, mas o mercado climático precifica uma quebra, já que se esperava uma safra de soja de 93 milhões de toneladas e de 360 milhões de toneladas para o milho, enquanto a estimativa atual é de 85 milhões de toneladas para a soja e de 340 milhões de toneladas.

Segundo Cogo, a situação da soja é mais apertada porque essa produção não irá elevar o estoque de passagem dos EUA, já para o milho a recuperação é grande em termos de volume e manterá os preços pressionados. De janeiro até agora, os preços da soja caíram 3% e do milho 29%.

No Brasil, os preços do milho já não têm mais espaço para cair. Com o apoio de 6 milhões de toneladas entre leilões de opções e Pepro os preços já estão acima do mínimo na maior parte das regiões do país. Cogo diz que com o dólar e uma exportação ativa, em agosto o volume irá ultrapassar os 2 milhões de toneladas, a situação do milho fica mais favorável, com o produto saindo de uma margem negativa para uma margem levemente positiva, com isso a situação melhora, mas ainda assim é mais preocupante do que a da soja, que tem um cenário bom para 2014, enquanto o milho tem margens apertadas.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

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