DA REDAÇÃO: Preço do feijão carioca está em baixa devido a concentração de oferta

Publicado em 30/08/2013 19:11 e atualizado em 30/08/2013 19:53
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Feijão: Apesar da baixa no mercado, perspectiva para as próximas safras são muito positivas. Para o preto, com as perdas na China, importação deve diminuir e favorecer os preços no Brasil. Já o carioca ainda deve disputar área com a soja no próximo ano, mas expectativa é de menos produção.

O preço do feijão carioca está em baixa devido a uma concentração de oferta. As cotações caíram de R$ 200,00/saca para R$ 120,00. Porém, nesta sexta-feira (30) os preços se recuperaram, ficando entre R$ 130,00/saca e R$ 140,00/saca. Segundo Marcelo Lüders, da Correpar, esse é um comportamento normal para o período, em que se concentra o início da terceira safra dos pivôs com a safra da Bahia.

A tendência para o mercado de feijão carioca depende do tamanho da área de plantio para a próxima safra. Lüders diz que a alta da soja em um momento que os preços do feijão caem, pode fazer com que os produtores optem pelo plantio da oleaginosa, diminuindo a área de plantio de feijão: “A primeira safra não tem sido grande e, diante dessa tendência, quem conseguir colher primeiro terá mais lucro ou então quem atrasar a colheita para não coincidir com o período de maior oferta no final de janeiro e início de fevereiro”.

Por outro lado, a tendência para o feijão preto é bastante favorável, uma vez que a próxima safra a entrar no mercado é a da Argentina no mês de maio. Além disso, a China ter perdeu parte da sua produção devido ao excesso de chuvas, o que irá diminuir a sua competitividade no mercado e a partir do final de novembro termina isenção dos 10% do imposto de importação para o feijão preto. Com esses fatores, o mercado de feijão será interessante para os produtores durante todo o primeiro semestre de 2014.

Por: João Batista Olivi e Paula Rocha
Fonte: Notícias Agrícolas

2 comentários

  • Marcelo E Luders Curitiba - PR

    Márcio muito oportuna sua pergunta. Veja a referencia paulista é exatamente isso uma REFERENCIA porém a formação do preço de feijão no Brasil deveria levar em consideração os preços praticados nas fontes. O que importa hoje em dia é quanto os compradores de um Brasil de 200 milhões de habitantes estão dispostos a pagar próximo a sua industria. Lá em São Paulo compra quem esta lá. 20 anos atras com outro perfil de distribuição e produção lá realmente importava quanto valia hoje não. Quanto a busca de anonimato daquele ambiente se deve a necessidade de proteger negociações duvidosas do ponto de vista fiscal. Não existe a bolsa de feijão o que existe é um site editado em Uberlândia que registra o que lá acontece.Sem bolsa não existem corretores também apenas agentes free lance. Fotos lá são proibidas assim como algumas pessoas também lá não podem entrar. Modernização como o uso do colorimetro uso da web passam longe de lá. Transparência zero pois NÃO existe pregão. Os preços são cochichados entre as partes e NAO DEPENDEM de oferta e demanda. Realmente não ha registro algum no google originado por eles. Fico a sua disposição para mais informações. Abraço

    Marcelo Eduardo Lüders

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  • Marcio Vonbra Juara - MT

    Lembro que vi comentários tempos atras aqui do Marcelo sobre a Bolsa de feijão de São Paulo. Ja tentei procurar informações de quem são pessoas que decidem em São Paulo o preço do feijão não tem nada no google nem uma foto simplesmente nada, achei estranho. Estive em uma palestra do Marcelo anos atras em que ele comentou um pouco sobre isso. Como funciona? Alguém tem alguma informação ? Que manda lá?

    Obrigado

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